Logística reversa no varejo brasileiro: o desafio de transformar devoluções em experiências positivas

Por Sérgio Simões*

O varejo brasileiro registrou um crescimento entre 5,5% e 8% em 2024, de acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), movimentando mais de 2,2 trilhões de reais, o que representa mais de 20% do PIB do Brasil. Para este ano, 2025, a expectativa é de um crescimento de 1,7% a 2%, motivado pelo e-commerce, que impulsiona o setor a crescer. Segundo o Relatório de Varejo Online, as vendas online ainda estão em um ritmo superior ao do varejo físico desde 2019. Como consequência, a logística das empresas varejistas também passa por modificações e manutenções contínuas. E, para acompanhar esse cenário, é preciso garantir não apenas a qualidade nas entregas, mas também a eficiência das trocas e devoluções, mantendo o comprometimento com o cliente. 

O bom retorno dos produtos para o vendedor, seja por troca ou descarte, é fundamental para garantir a satisfação dos clientes e o cumprimento das leis de defesa do consumidor. Porém, muitas empresas ainda têm dificuldade nesse processo, é o que mostra o estudo State of Logistics 2025, realizado pela SimpliRoute, líder em roteirização inteligente na América Latina. Segundo a pesquisa, 64% dos respondentes não tem um processo de devolução online simples e claro para o cliente, mesmo tendo políticas claras sobre essas devoluções. 

Logística reversa no varejo brasileiro: o desafio de transformar devoluções em experiências positivas

Por outro lado, o estudo também revelou que 62% das empresas brasileiras contam com equipes dedicadas à inovação logística, 70% afirmam investir em processos de melhoria contínua. O que mostra uma preocupação do setor, reconhecendo seus desafios e agindo estrategicamente para superá-los. A ausência de processos simples e transparentes para as devoluções pode prejudicar a experiência do consumidor e, consequentemente, impactar a reputação da marca. E essa postura fortalece a competitividade do setor e prepara as empresas para lidar melhor com as adversidades do crescimento. 

Apesar desse movimento positivo, o caminho para aprimorar a logística reversa no Brasil ainda é longo. A forma de tornar essa gestão mais ágil e eficiente é com o investimento em tecnologia. Apostar em inovação e gestão eficiente é fundamental para as empresas oferecerem um serviço logístico à altura das expectativas do consumidor moderno. 

Já existem soluções no mercado capazes de auxiliar as empresas a enfrentar esses desafios. O uso de sistemas de roteirização inteligente, permite otimizar as rotas para coleta de devoluções e agilizar o retorno dos produtos ao estoque, reduzindo custos e garantindo maior satisfação do cliente. 

A análise contínua, somada ao uso de tecnologias modernas podem orientar melhorias tanto no produto, quanto nos processos internos. Dessa forma, apostar em inovação e gestão eficiente é fundamental para as empresas que desejam se manter competitivas e oferecer um serviço logístico à altura das expectativas do consumidor moderno. 

* Sérgio Simões é diretor de Growth da SimpliRoute no Brasil.

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