Consumidor é o elo central em uma cadeia de negócios digitalizada

03/02/2022

*Por Claudio Zini

É inegável que a digitalização chegou e abalou as estruturas de inúmeras empresas que ainda não enxergavam o mundo digital como extremamente importante para o lucro, mas, principalmente, uma proximidade maior com o consumidor, o inserindo como personagem central em todos os elos da cadeia de negócios.

Vivemos um boom do aumento considerável do e-commerce nunca visto no Brasil. Pequenas, médias e grandes companhias perceberam que o desenvolvimento tecnológico não é apenas importante para a lucratividade, porém, crucial. O consumidor se tornou ávido pela aceleração do tempo de resposta e, com isso, ainda mais exigente. E esse é um caminho que não tem volta, já que como muitos dizem, foguete não tem ré.

Os últimos dois anos podem ser considerados o acelerador do futuro. Convivemos, no período passado, com a tecnologia digital em uma esfera que era, até então, deixada de lado. O conceito de home office foi amplamente intensificado e colocado em prática, as escolas se voltaram para o ensino à distância, a telemedicina proporcionou fácil acesso à saúde, inúmeros setores da economia pisaram fundo para não perderem oportunidades. Foi um virar de chave em inúmeras esferas.

Muitos especialistas defendem que tudo o que está no meio do caminho tende a desaparecer. Atualmente, as empresas negociam diretamente da fábrica com o consumidor final, pois isso gera um custo menor e uma maior velocidade. Portanto, um atendimento melhor para quem realmente traz lucratividade ao negócio. Com isso, o poder de indicação é muito grande. O consumidor não quer mais ter dúvidas ao comprar. Ele quer personalização no atendimento, produtos de qualidade e a certeza de que estará adquirindo o que ele realmente precisa. As empresas têm a obrigação de saber lidar com todas as exigências que permeiam os anseios de consumo.

A pandemia trouxe para todos os setores da economia a aceleração do mundo exponencial. Infelizmente, sofremos com perdas humanas, mas o vírus também mostrou a todos que temos que usar a tecnologia com força total, em todos os âmbitos da vida e dos negócios. Hoje, definitivamente, vivemos em um mundo melhor que, até então, não estávamos enxergando.

A melhor estratégia para o futuro é perceber a mudança e adaptar-se a ela com rapidez. As organizações vão à falência por fazerem a mesma coisa por muito tempo. Os maiores concorrentes, hoje, são as transições de mercado. A tendência para os próximos 20 anos é não termos uma nova geração e, sim, uma nova civilização, tecnologicamente superdesenvolvida. Precisamos entender que o futuro é o learning by doing, ou seja, fazendo e aprendendo.

*Claudio Zini é diretor-presidente da Pormade Portas

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