Crise é, em última análise, uma situação problemática instalada que não pode ser resolvida pelas soluções já conhecidas.
A crise financeira internacional tem exatamente esse perfil. E pode trazer, de acordo com a maior parte das previsões, uma longa e dramática recessão da economia em nível mundial.
É justamente nesse momento que é inaugurado o Centro de Excelência Portuária de Santos – Cenep. Uma gestação longa e complicada, nos últimos meses, de uma instituição que já deveria estar funcionando há pelo menos 10 ou 12 anos.
E que coincide também com uma outra crise: a do Órgão Gestor de Mão de Obra – Ogmo.
O momento da concretização, coincidindo de um lado com a crise que passa a faca nos investimentos e deve emagrecer substancialmente a movimentação internacional de cargas e de outro com as sombras sobre o Ogmo, parece apontar para o Cenep uma única direção: a da criatividade e da inteligência.
De um lado o link com a universidade, já articulado superintendente Fausto Figueira. É essa ligação que vai colocar em funcionamento os mecanismos que podem justificar o termo “excelência”. Santos já faz a movimentação portuária em quantidade e qualidade. Precisa de inteligência e pesquisa para dar o salto em direção à excelência. Precisa de criatividade para buscar soluções em tempo de crise instalada.
É lógico que não cabe ao Cenep o papel de protagonista nesse processo de conduzir a atividade portuária nesse momento. Mas cabe o de uma participação ativa. De participar do fornecimento do combustível de idéias novas. De fermentar a discussão. Sem esquecer nunca da atribuição para a qual foi criado: a da capacitação funcional dos trabalhadores.
Fonte: PortoGente – www.portogente.com.br








