
O crescimento das exportações agrícolas brasileiras amplia a importância da eficiência operacional em toda a cadeia do agronegócio, do campo ao transporte dos produtos. Com o país se aproximando dos Estados Unidos na liderança mundial das exportações agrícolas, o controle de custos e a gestão dos recursos utilizados na produção e na movimentação de cargas tornam-se fatores relevantes para a competitividade internacional.
Uma reportagem publicada pelo jornal britânico Financial Times, em julho de 2026, apontou o avanço brasileiro no mercado internacional de produtos agrícolas. Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e do Ministério da Agricultura e Pecuária citados na cobertura, as exportações agrícolas norte-americanas somaram US$ 171 bilhões em 2025, enquanto as brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões. No primeiro semestre de 2026, as vendas externas do agronegócio brasileiro cresceram 6%, chegando a US$ 87 bilhões. https://www.ft.com/content/8aa89209-dc0b-4678-9b6a-01029398b304
A expansão brasileira está associada à produção em larga escala e à presença em mercados internacionais, incluindo a China, importante destino de commodities como a soja. As mudanças nas relações comerciais entre chineses e norte-americanos também contribuíram para alterar os fluxos de compra desses produtos nos últimos anos.
Manter essa posição, no entanto, depende de fatores que vão além da produtividade agrícola. A gestão dos custos de produção, o uso dos equipamentos e a movimentação das mercadorias influenciam a rentabilidade das operações e a capacidade de atender aos compradores internacionais.
Gestão de combustível e equipamentos no agronegócio
Nas operações rurais, o consumo de combustível representa uma despesa relevante, especialmente em atividades que utilizam tratores, colheitadeiras, caminhões e outros equipamentos de forma intensiva. Falhas no controle de abastecimento, desperdícios e dificuldades para acompanhar o consumo podem comprometer o planejamento financeiro.
A adoção de tecnologias de monitoramento permite registrar o abastecimento, acompanhar os níveis dos tanques e reunir informações sobre a utilização dos recursos. Esses dados podem apoiar a identificação de desvios, o planejamento das operações e a tomada de decisões sobre o uso dos equipamentos.
Nesse segmento, a Excel Fueling Technologies atua com soluções para gerenciamento de combustíveis e gestão de frotas. Entre os recursos oferecidos pela empresa estão sistemas automatizados de abastecimento, medidores e sensores para tanques de armazenamento e calibradores digitais de pneus.
Segundo Carlos Eduardo Silva, diretor de receitas da Excel, o controle operacional deve fazer parte da estratégia de competitividade do agronegócio.
“Quando falamos sobre a competitividade do agronegócio brasileiro, especialmente no mercado internacional, precisamos olhar para toda a operação, e não apenas para a produtividade no campo. O controle do consumo de combustível, a gestão dos equipamentos e a manutenção preventiva são fatores que impactam diretamente os custos e a eficiência”, afirma o executivo.
Tecnologia aplicada ao controle de custos
A digitalização dos processos permite reunir informações que, quando analisadas em conjunto, ajudam a identificar oportunidades de melhoria. No gerenciamento de combustíveis, por exemplo, os registros de abastecimento podem auxiliar no acompanhamento do consumo e na identificação de diferenças entre o volume utilizado e o previsto para determinada atividade.
A gestão dos pneus e a manutenção dos equipamentos também fazem parte desse processo. A pressão inadequada dos pneus pode aumentar a resistência ao rolamento e o consumo de combustível em determinadas condições, enquanto a manutenção preventiva contribui para reduzir falhas e interrupções não planejadas.
“Em operações que dependem de máquinas, veículos e deslocamentos constantes, pequenas perdas podem representar custos significativos ao longo do tempo. Ter visibilidade sobre o consumo e automatizar controles permite agir com mais precisão, melhorar a utilização dos recursos e aumentar a previsibilidade da operação”, acrescenta Silva.
A adoção dessas ferramentas não elimina os desafios logísticos do agronegócio, mas pode oferecer dados para melhorar o planejamento e o controle das atividades.
Com o avanço das exportações agrícolas brasileiras, a eficiência operacional permanece entre os fatores a serem considerados na gestão da cadeia produtiva. O acompanhamento de custos, a utilização adequada dos equipamentos e a organização dos fluxos logísticos ajudam as empresas a avaliar seu desempenho e a identificar oportunidades para melhorar a rentabilidade.








