
Quando um consumidor programa para receber suas compras de supermercado em uma janela restrita, há uma complexa engrenagem operando nos bastidores. Diferente de outros setores do comércio, o delivery supermercadista lida com o desafio adicional dos produtos perecíveis (como carnes, frutas e congelados), que não podem passar muito tempo em trânsito.
Segundo André Mortari, CEO da LET’S, a aparente simplicidade de um único pedido oculta o volume massivo de entregas simultâneas que precisam de tomada de decisão rápida e automatizada.
Os Pilares Tecnológicos da Última Milha
Para evitar falhas na chamada última milha — etapa entre a loja ou centro de distribuição e a residência do cliente que pode representar até 53% dos custos totais de envio —, o uso de soluções tecnológicas tornou-se mandatório:
- Roteirização Inteligente: Softwares cruzam dados de trânsito, distância, clima, capacidade da frota e horário escolhido pelo cliente para traçar os melhores caminhos de forma automatizada.
- Seleção Automatizada de Transportadoras: A tecnologia cruza custos, áreas de atendimento e níveis de desempenho para designar a melhor opção de parceiro para cada entrega.
- Rastreamento em Tempo Real: Permite que a equipe monitore as entregas e identifique gargalos preventivamente, enquanto o consumidor acompanha o status do pedido, resultando em uma queda de 40% a 60% nas ligações ao SAC.
- Omnichannel Integrado: Centraliza pedidos vindos de sites, aplicativos, marketplaces e WhatsApp em uma única estrutura, eliminando processos manuais onerosos e propensos a erros.
Indicadores de Desempenho e o Futuro do Varejo
Para manter a operação redonda, o uso de métricas como tempo médio de entrega, taxa de sucesso na primeira tentativa, custo por pedido e incidência de ocorrências é fundamental para diagnosticar gargalos.
“A tecnologia que aparece pouco para quem está do outro lado da tela é justamente uma das responsáveis por fazer com que a entrega no horário combinado possa ser cumprida”, destaca André Mortari.
Com a orquestração inteligente de dados e ecossistemas logísticos integrados, o setor supermercadista avança para garantir alta eficiência e satisfação na ponta final da cadeia de suprimentos.







