A naPorta, startup especializada em logística para áreas urbanas de difícil acesso, iniciou operações em Vila Velha (ES) e Belo Horizonte (MG). A expansão amplia a atuação da empresa em comunidades urbanas historicamente pouco atendidas pela logística tradicional e ocorre em um cenário de crescimento do comércio eletrônico no Brasil.
Segundo projeções da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), o comércio eletrônico brasileiro deve faturar mais de R$ 260 bilhões em 2026. Nesse contexto, a ampliação da cobertura logística para regiões que enfrentam barreiras geográficas e sociais passa a integrar as discussões sobre acesso às entregas e atendimento ao consumidor.
A expansão para o Espírito Santo e Minas Gerais faz parte da estratégia da naPorta de conectar grandes varejistas e marketplaces a territórios nos quais as características urbanas podem dificultar a operação logística convencional.
Segundo Leonardo Medeiros, CCO e cofundador da naPorta, o movimento está relacionado à proposta da empresa de ampliar o acesso de comunidades urbanas ao comércio eletrônico e, paralelamente, gerar oportunidades econômicas nesses territórios. “Nossa proposta sempre foi mostrar que comunidades urbanas não podem continuar fora do mapa da logística. Ao levar nossa operação para Vila Velha e Belo Horizonte, ampliamos o acesso ao e-commerce para milhares de consumidores e, ao mesmo tempo, criamos oportunidades de trabalho e geração de renda dentro desses próprios territórios”, afirma.

Mercado potencial reúne milhões de moradores em comunidades urbanas
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a dimensionar o mercado potencial dessas operações. O Brasil possui 12.348 favelas e comunidades urbanas, onde vivem aproximadamente 16,39 milhões de pessoas.
No Espírito Santo, são 516 comunidades, que concentram cerca de 598 mil moradores, o equivalente a 15,6% da população do estado. Em Minas Gerais, são 636 comunidades, com aproximadamente 740 mil habitantes. Belo Horizonte, por sua vez, é apontada no material como um dos principais polos logísticos do Sudeste.
Apesar da relevância econômica dessas regiões, parte dessas localidades ainda apresenta limitações para o recebimento de encomendas de forma eficiente. Por isso, modelos de operação desenvolvidos especificamente para esses territórios podem atuar sobre desafios relacionados ao acesso e à distribuição de mercadorias.
Além da expansão geográfica, a estratégia da naPorta envolve a contratação de entregadores locais e a formação de parcerias regionais. A proposta é utilizar o conhecimento dos próprios territórios como parte da operação, ao mesmo tempo em que a atividade logística contribui para a geração de renda nas comunidades atendidas.
“Nosso modelo combina tecnologia, inteligência territorial e conhecimento local para superar barreiras que a logística convencional ainda enfrenta. Mais do que ampliar cobertura, buscamos construir uma operação sustentável, que beneficie tanto empresas quanto moradores das comunidades onde atuamos”, destaca Medeiros.
A empresa já mantém operações em São Paulo e Rio de Janeiro, onde realiza mais de 25 mil entregas por dia em áreas urbanas consideradas complexas. Com o início das atividades em Vila Velha e Belo Horizonte, a operação passa a abranger também Espírito Santo e Minas Gerais.
Dessa forma, a expansão acompanha o avanço do comércio eletrônico e a demanda por alternativas de distribuição capazes de atender regiões nas quais fatores territoriais podem dificultar a logística tradicional. A atuação da naPorta é direcionada às entregas em comunidades urbanas e busca integrar varejistas e marketplaces a esses territórios.









