A Total Express anunciou o desenvolvimento do DataTEX, uma plataforma proprietária baseada em IA voltada à gestão e qualificação de dados operacionais. Segundo a empresa, a solução já apresenta resultados relevantes durante a fase de prova de conceito, elevando o SLA de 95% para 96,5% e reduzindo em 5% os chamados de clientes relacionados às entregas.
Desenvolvido internamente, o sistema utiliza inteligência artificial generativa para interpretar, corrigir e enriquecer dados de endereços em escala industrial. A proposta é enfrentar um dos principais gargalos do setor logístico: informações incompletas, inconsistentes ou mal formatadas, que impactam diretamente a eficiência operacional e a qualidade das entregas.
De acordo com a empresa, o DataTEX vai além dos validadores tradicionais. A plataforma trata cada endereço como um problema de linguagem e cruza informações de sistemas internos, bases externas, histórico operacional e dados de geolocalização. A partir desse processamento, a ferramenta gera coordenadas precisas de latitude e longitude, aumentando a assertividade da roteirização e reduzindo falhas operacionais.
Além dos ganhos em produtividade, a companhia destaca impactos ligados à sustentabilidade. Segundo a Total Express, a melhoria na qualidade dos dados permite reduzir quilometragem percorrida, diminuir consumo de combustível e reduzir emissões de CO₂. Ao mesmo tempo, a solução amplia a previsibilidade operacional para clientes B2B e melhora a experiência do consumidor final.
“Nos próximos anos, a logística brasileira terá que operar com muito mais inteligência de dados do que capacidade física. Quem não investir em automação e IA vai ter dificuldade para sustentar prazos e custos”, afirma Eduardo Arantes, gerente de Transformação Digital da Total Express.

IA e automação ganham espaço nas operações
O avanço da IA acompanha o crescimento do setor no Brasil. Conforme dados citados pela companhia, a Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) projeta crescimento de 23% para o mercado logístico até 2029. Já o e-commerce, principal impulsionador dessa expansão, movimentou R$ 235,5 bilhões em 2025, alta de 15,3%, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).
Dentro desse cenário, a Total Express afirma que a qualidade de dados passou a ser tratada como fator estratégico para ganho de competitividade.
Por trás das iniciativas tecnológicas da companhia está o Total Labs, hub interno de inovação responsável pelo desenvolvimento e validação de soluções aplicadas à operação. O núcleo atua integrado às rotinas logísticas, identificando oportunidades e realizando testes em ambiente real antes da expansão das ferramentas.
A automação também avança dentro dos armazéns da empresa. A companhia utiliza sistemas de separação assistida, sorters e tecnologia put-to-light, sistema baseado em sinais de LED que orienta os operadores sobre o posicionamento correto dos itens durante a consolidação dos pedidos.
Segundo a Total Express, essa tecnologia permitiu reduzir em até 80% o tempo de separação de produtos, contribuindo para ganhos de velocidade e previsibilidade nas entregas.
“Automação e robotização são respostas diretas a desafios reais do mercado. Elas tornam a operação mais estável, reduzem impactos da curva de aprendizado e garantem consistência mesmo em picos sazonais”, reforça Arantes.
A empresa informou ainda que os próximos passos incluem expansão da cobertura operacional no interior do país, fortalecimento da logística reversa e evolução no transporte de cargas mais complexas.








