A movimentação portuária no Nordeste alcançou 329,7 milhões de toneladas de cargas em 2025, consolidando a região como um dos principais vetores do transporte aquaviário brasileiro. Do volume total, 242,6 milhões de toneladas passaram por terminais de uso privado autorizados, enquanto 87 milhões de toneladas foram movimentadas por portos públicos. Os dados constam do Estatístico Aquaviário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, o desempenho reforça o papel estratégico da região no comércio exterior brasileiro. Para ele, o Nordeste vem se consolidando como uma porta de saída relevante do país para o mercado internacional. “estamos preparando a região para ser um hub logístico eficiente e competitivo internacionalmente”, ressaltou.
Entre os indicadores que mais chamaram atenção em 2025 está a operação de contêineres, que registrou crescimento de 9,4% em relação ao ano anterior. Ao todo, foram 21,2 milhões de toneladas de cargas conteinerizadas, o maior volume apurado desde 2021. Esse resultado, por sua vez, reflete avanços na infraestrutura e na eficiência operacional dos terminais da região.

Além disso, a carga conteinerizada tem papel central na integração logística. Ao facilitar o transporte intermodal, ela contribui para maior padronização, segurança e melhor aproveitamento da infraestrutura portuária. Como consequência, também possibilita a redução de custos e de tempo na movimentação de mercadorias, fator relevante para o comércio internacional. De acordo com o material divulgado, essa dinâmica faz parte da estratégia de diversificação dos investimentos do ministério nos portos nordestinos, ao mesmo tempo em que amplia a conexão da indústria local com mercados globais.
Outro destaque apontado pelo Estatístico da Antaq foi a movimentação de granel sólido, que apresentou alta de 0,06%, somando 244,4 milhões de toneladas em 2025. Entre os principais produtos transportados estão minério de ferro, petróleo e soja, além das cargas conteinerizadas. Grande parte desse volume passou pelo Terminal Marítimo Ponta da Madeira, responsável por 172,4 milhões de toneladas no período.
Na sequência, os portos públicos também tiveram participação relevante. O Porto do Itaqui movimentou 36,8 milhões de toneladas, enquanto o Porto de Suape registrou 24,3 milhões de toneladas. Já o Terminal Portuário do Pecém respondeu por 20,5 milhões de toneladas, e o Terminal Aquaviário de Madre de Deus alcançou 20,2 milhões de toneladas de granel sólido.
De acordo com Costa Filho, o ministério segue priorizando o Nordeste na agenda de infraestrutura logística. “Nesse sentido, temos trabalhado para ampliar a eficiência, a competitividade e a qualidade dos serviços portuários da região. Também garantimos mais segurança para o setor e fortalecemos os corredores logísticos que impulsionam o desenvolvimento da região”, destacou o ministro, ao comentar os resultados do setor em 2025.









