Emiteaí recebe investimento de R$ 2,9 milhões e tem expectativa de triplicar a receita em 2024

26/08/2024

A Emiteaí, plataforma dedicada à gestão de operações de transporte, anuncia um aporte significativo de R$ 2,9 milhões. Esta rodada de investimento, liderada pelos renomados investidores Bossa Invest, GVAngels, GR8 Ventures e Bowl Ventures, é um testemunho da confiança depositada na visão e no potencial de crescimento da startup de Blumenau, SC, por parte dos investidores.

De acordo com João Luís Quaglia, líder de investimento pela GVAngels, a Emiteaí tem o potencial de ser uma força transformadora no ecossistema das logitechs, gerando benefícios abrangentes para seus clientes, parceiros e a sociedade como um todo. “Sua solução tem instalação simplificada e não requer horas em projetos de implementação, sendo totalmente baseada na nuvem, o que garante segurança e alto potencial de escalabilidade”, explica.

O diretor de Venture Capital na Bossa Invest, Jairo Margatho, também reforça sua confiança na plataforma e evidencia que o investimento representa não apenas um apoio financeiro, mas a confiança de que as soluções apresentadas pela empresa não só simplificam os processos logísticos, como também impulsionam a eficiência e a produtividade em toda a cadeia. “Essa parceria contribuirá para transformar positivamente o setor logístico, tornando-o mais ágil, confiável e adaptável às demandas do mercado moderno”, enfatiza.

Para Paulo Mendes, sócio-fundador da GR8 Ventures, o investimento está alinhado com a visão da investidora de focar em startups que auxiliem na solução das diversas ineficiências da economia brasileira. “Acreditamos no potencial da Emiteaí para resolver esses desafios, contando com a experiência dos seus fundadores, que possuem profundo conhecimento e experiência no setor”, destaca.

O CEO da Bowl Ventures Valdir Dallorto comenta que a empresa não só demonstrou um crescimento sólido e consistente, mas também se destacou pelo compromisso com a inovação e a sustentabilidade. “Entendemos que a Emiteaí não é apenas um investimento financeiro, mas um investimento no futuro”, afirma.

Os recursos provenientes desse investimento serão estrategicamente alocados em diversos projetos de expansão e desenvolvimento tecnológico. A empresa está empenhada em desenvolver soluções cada vez mais integradas aos processos end-to-end da logística, além de investir em projetos voltados para meios de pagamento e gestão de processos. Além disso, a startup planeja fortalecer suas estruturas de marketing, vendas e Customer Success, visando impulsionar ainda mais seu crescimento e inovação no mercado.

O plano estratégico para aplicar esses recursos inclui um foco significativo na melhoria da máquina de vendas da empresa, com a criação de uma estrutura de canais e investimentos em marketing. A meta estabelecida é alcançar um ARR estimado de R$ 28 milhões para o curto prazo e uma projeção ambiciosa de R$ 53 milhões para o médio prazo, refletindo sua determinação em alcançar um crescimento acelerado.

Em 2023, a Emiteaí registrou um crescimento impressionante, triplicando seu faturamento em comparação com o ano anterior, alcançando, assim, uma geração de lucro substancial. Para 2024, a empresa projeta um crescimento ainda mais expressivo, com a previsão de triplicar sua receita bruta.

Além disso, a empresa reitera seu compromisso em continuar inovando e mantendo sua posição de destaque no mercado logístico. E busca desenvolver ainda mais sua tecnologia para aprimorar a experiência do cliente, expandir sua infraestrutura e estabelecer parcerias estratégicas com outras empresas. “Investir em talentos qualificados na área de logística e tecnologia é uma prioridade para nós, pois acreditamos que uma equipe capacitada é fundamental para impulsionar a inovação e enfrentar os desafios do mercado em constante evolução. Além disso, estamos firmemente comprometidos com a sustentabilidade, integrando práticas sustentáveis em todas as nossas operações”, enfatiza Ewerton Caburon, CEO da Emiteaí.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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