Auttom lança linha de robôs para intralogística

25/07/2024

A Auttom, considerada referência no segmento de tecnologia industrial de ponta e uma empresa Randoncorp, está ampliando seu portfólio de automação industrial por meio de quatro novos equipamentos de robótica intralogística. As soluções AAMR (Auttom Autonomous Mobile Robots) têm capacidade para movimentar de forma autônoma, dentro das áreas fabris e Centros de Distribuição, cargas com até 1,5 tonelada.

Movida por energia elétrica e substituindo veículos de movimentação industrial – tradicionalmente movidos a gás –, a linha AAMR ainda conta com o diferencial de reduzir emissões de gases do efeito estufa, ao mesmo tempo em que permite mais agilidade na movimentação interna de cargas, informa a empresa. O sistema opera de forma autônoma a partir de rotas e missões definidas a serem realizadas. Entre os benefícios da adoção das soluções AAMR estão o potencial de redução de acidentes, aumento da eficiência de processos, redução de custos operacionais logísticos e programação fácil e rápida.

“O funcionamento do sistema integra ferramentas de gerenciamento de frota com adoção de inteligência artificial embarcada, permitindo aos veículos se deslocarem entre os ambientes de forma autônoma e segura. O tráfego no local é orientado por mecanismos que possibilitam uma fácil navegação em espaços apertados, como corredores estreitos e prateleiras cheias de produtos. O sistema de gerenciamento de frota dos AAMR é atualizado em tempo real, evitando possíveis obstruções no caminho e elaborando as melhores rotas, aumentando a agilidade e diminuindo perdas com paradas, tornando o fluxo de materiais muito mais consistente e sem interrupções”, explica o CTIO (Chief Technology Innovation Officer) da Randoncorp, César Augusto Ferreira.

Com precisão milimétrica de movimentos, a linha AAMR é composta por veículos elétricos autônomos com duração de bateria de até 10 horas, conforme o modelo, e que se direcionam sozinhos aos pontos de recarga sempre que necessário. A usabilidade inclui desde a classificação de e-commerce à manipulação de materiais e até mesmo alimentação de linhas de produção. Isso tudo mapeando, conforme o modelo, áreas de até 400 mil metros quadrados e amplitude de visão de 360 graus. “Assim, a nova linha AAMR proporciona aos clientes Auttom aquilo que há de mais moderno e atual em tecnologia de automação industrial, simulação de processos e soluções de logística inteligente”, destaca Ferreira.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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