Águia Sistemas moderniza Intralogística com investimento de 49 milhões em soluções avançadas de automação e processos produtivos

15/07/2024

A Águia Sistemas, empresa considerada líder na fabricação de estruturas de armazenagem e integradora de sistemas de armazenagem, movimentação e automação para intralogística, está investindo mais de R$ 49 milhões em tecnologias avançadas de automação e processos produtivos nos próximos três anos.

Este valor será aplicado em uma ampla gama de tecnologias avançadas que incluem robótica, inteligência artificial (IA) e sistemas de automação de última geração, o que não apenas modernizará os processos existentes, mas também permitirá o desenvolvimento de novas soluções inovadoras.

Parte do capital será alocado em pesquisa e desenvolvimento (P&D) para criar sistemas mais eficientes e adaptáveis. Além disso, a empresa planeja implementar tecnologias de manutenção preditiva para reduzir o tempo de inatividade dos equipamentos e aumentar a longevidade dos sistemas. Este investimento também contemplará a capacitação de funcionários, garantindo que eles estejam aptos a operar e gerenciar as novas tecnologias de maneira eficiente e segura.

A Águia Sistemas, conhecida por suas soluções integradas para grandes empresas, está ampliando suas ofertas tecnológicas para aumentar a produtividade nos Centros de Distribuição, com foco especial nas operações de fulfillment, que é o conjunto de processos que se dá entre o momento em que o cliente realiza um pedido até a entrega do mesmo em suas mãos. A pandemia acabou acelerando a adoção da automação, especialmente no e-commerce e outras operações logísticas. A Águia Sistemas está alinhada com as tendências globais, seguindo o exemplo do mercado europeu de automação, que projeta um crescimento anual de 11,6% até 2028. A automação tem forte impacto no E-commerce com as tecnologias e processos de Intralogística, onde a velocidade e a precisão são essenciais. Com sistemas automatizados, a empresa permite que clientes do e-commerce processem pedidos com mais rapidez e reduzam erros, resultando em entregas mais rápidas e maior satisfação do cliente. Além disso, a visibilidade em tempo real dos inventários e o gerenciamento eficiente do estoque ajudam a evitar rupturas de estoque e atrasos, melhorando significativamente a experiência do consumidor final.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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