DATAFRETE lança roteirizador e torre de controle integrados à sua plataforma de gestão logística

21/05/2024

A DATAFRETE, logtech especializada no desenvolvimento de soluções para gestão logística, acaba de lançar em sua plataforma as funcionalidades de roteirização e torre de controle inteligente. A novidade é implementada pela companhia como otimizador logístico e, segundo levantamento da DATAFRETE, pode reduzir em até 20% o volume de deslocamento durante a entrega de pedidos.

A tecnologia embarcada na plataforma integrada permite que a empresa crie rotas de acordo com a sua necessidade, englobando o maior volume de entregas em percursos otimizados e em menos tempo. Assim, é possível reduzir deslocamentos duplicados para uma mesma região, aproveitar ida e volta do veículo e processar rapidamente atualizações de rota.

Já na torre de controle, a equipe da central de monitoramento tem visibilidade de toda a frota, em tempo real e, através de geolocalização, acompanha de maneira dinâmica os horários previstos X realizados de entregas e trata ocorrências como atrasos ou cancelamentos ainda em rota.

Outra novidade da torre de controle é a possibilidade de criação de formulários digitais personalizados para cada tipo de aplicação dentro da jornada de transportes. O time em campo preenche dados como check-in e check-out, ocorrências, despesas, vistorias e tarefas, que são acompanhadas e tratadas com maior precisão. A solução pode ser implementada tanto em empresas com frota própria quanto em negócios que utilizam frota terceirizada para sua distribuição logística. 

Marcelo Martins, CEO da DATAFRETE, destaca que um dos diferenciais das novas funcionalidades é a integração de dados com os demais serviços da empresa, além dos sistemas integrados na plataforma. “Todo esse controle realizado em todas as etapas da distribuição traz insights valorosos para a gestão, que pode tomar decisões com base em dados atualizados e confiáveis, além de dar mais transparência ao processo logístico”, diz. Com a automação das rotas e o controle de ocorrências, as empresas podem ainda reduzir o tempo de planejamento de itinerários, evitar retorno de pedidos não entregues e otimizar o tempo e a jornada dos colaboradores.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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