Ghelere Transportes investe R$ 50 milhões em novos caminhões e aposta no treinamento de motoristas para elevar qualidade

03/05/2024

Localizada em Cascavel, PR, a Ghelere Transportes, considerada referência no setor de transporte manufaturado no mercado, investiu cerca de R$ 50 milhões em novos veículos para aumentar a frota e capacidade de atendimento.

Este ano, a empresa optou por 56 caminhões da Scania, modelos R450 e R460 Super, considerados os mais avançados da fabricante, e 60 semirreboques da Facchini. Todos os novos caminhões contam com um sistema de frenagem automática em caso de um possível sinistro, algo inovador no Brasil, segundo o fabricante. Com a aquisição, a empresa chega a quase 400 veículos na frota.

Eduardo Ghelere, diretor-executivo da Ghelere Transportes, explica que, com esses novos caminhões, a empresa ganha uma segurança adicional que ajuda a evitar batidas na traseira, aumentando a segurança dos carros à frente, dos motoristas e das cargas. “Para além da integridade da carga, quando temos uma tecnologia avançada que nos ajuda a evitar sinistros, ficamos menos sujeitos a atrasar carregamentos e entregas, e a pontualidade e a garantia de entrega são um grande compromisso em nossa operação. Os novos caminhões também têm itens de conforto para o motorista, como geladeira interna, além dos adicionais que colocamos, como câmeras com I.A., defletores e painel de energia solar.”

Com esses novos caminhões, a empresa entende que a preparação da equipe é essencial para atualizar e capacitar tanto motoristas quanto o time administrativo. As capacitações fazem parte de uma trilha consistente para a empresa entregar o resultado esperado. Eduardo explica que o treinamento é um investimento primordial para o crescimento da empresa, sendo fundamental todos passarem por atualizações promovidas pela Ghelere. O incentivo também ocorre por meio da ajuda de custo que a empresa promove para os profissionais fazerem cursos, graduações e MBAs.

“O treinamento é fundamental para que eles tirem proveito de toda tecnologia embarcada nos veículos, mas vai além disso. A Formação Padrão Ghelere de Condução tem foco no aprimoramento da condução e no acompanhamento do motorista para reforçar os pontos de segurança, de condução defensiva, de eficiência em itens como jornada, segurança da carga, cortesia com os clientes”, acrescenta Eduardo.

O diretor ainda explica que, para o futuro, a empresa está ocupando um espaço importante no transporte viário nacional e tem como objetivo transformar a logística no interior do país. Com o propósito de mostrar que é possível ter eficiência e pontualidade no carregamento, entrega e garantir a integridade das cargas consideradas mais sensíveis, como as bebidas – independente da origem e destino.

“Através de uma gestão atenta estamos conseguindo melhorar indicadores, inclusive dos nossos tempos de carga e descarga em conjunto com os clientes, o que é um grande diferencial para a operação deles. Estamos bastante atentos aos movimentos do mercado e tendências, por isso, precisamos de uma frota cada vez mais eficiente, com menor consumo de combustível e menor emissão de poluentes, e ao mesmo tempo, mais segura”, finaliza.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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