J&T Express anuncia Eduardo Caires como novo Gestor de Operações de Redes

01/03/2024

A J&T Express, empresa global de serviços logísticos integrados, anuncia a contratação de Eduardo de Souza Caires como novo Gestor de Operações de Redes da filial brasileira da transportadora. Com mais de 18 anos de experiência nos setores de logística e operações, além de atuação destacada nas áreas de planejamento, contas corporativas e negócios, o executivo tem passagem por grandes companhias nacionais e multinacionais, incluindo Ambev, JSL, Mondelez e Archer Daniels Midland.

Bacharel em Administração de Empresas, com Ênfase em Comércio Exterior, pela Fundação Dom Cabral (FDC), Caires possui MBA em Logística Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e é pós-graduando em Inteligência Artificial e ESG pela Faculdade Metropolitana do Estado de São Paulo (FAMEESP).

O executivo chega à J&T Express com a missão de contribuir para o cumprimento da meta de expansão das operações da empresa em território nacional, estando à frente de atividades como planejamento e controle, além da gestão de projetos de melhorias e adequação dos processos e recursos logísticos da companhia.

“Só no último ano, a J&T Express já expandiu a capilaridade de suas operações no Brasil em mais de 300%. Chego à empresa motivado a colaborar com a manutenção desse ritmo de crescimento exponencial, reforçando a presença da marca no mercado nacional de logística e trabalhando para colocar em prática o objetivo de triplicar o número de regionais ativas em território brasleiro, ainda em 2024”, destacou Caires.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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