Eneva, Scania e Virtu GNL lideram projeto pioneiro de corredor logístico a GNL no Brasil

08/02/2024

A Eneva – principal operadora privada de gás natural onshore no Brasil – a Scania – referência mundial em soluções de transporte sustentável e um dos principais fabricantes de caminhões pesados, ônibus e de motores industriais, marítimos e para geração de energia – e a Virtu GNL – especializada em transporte de gás natural liquefeito e que atua como um meio de transporte complementar aos gasodutos, movimentando caminhões movidos a GNL em operações de longas distâncias, sobretudo nas regiões não contempladas pela malha dutoviária no Brasil – firmaram contrato de aquisição de caminhões a gás natural liquefeito (GNL), como primeiro e importante passo para criar o maior corredor logístico rodoviário com foco na redução de emissões de CO2, abrangendo inicialmente as regiões Norte e Nordeste do país.

A parceria prevê que a Eneva forneça o GNL, além de utilizar o próprio GNL para transporte de suas cargas, a Scania atue como provedora da solução de transporte e a Virtu GNL seja a fornecedora de serviços logísticos de descarbonização, envolvendo a operação dos caminhões e postos de abastecimento.

A assinatura dos contratos celebra o primeiro movimento de grande relevância para a criação de um promissor mercado no país: o do uso do gás natural liquefeito (GNL) como combustível para o transporte rodoviário pesado de longa distância.

“A operação dá início à viabilização dos corredores verdes no Brasil, com caminhões movidos a GNL em substituição ao diesel, promovendo uma redução de até 20% na intensidade de emissões de CO2 em comparação com a alternativa tradicional do diesel, reduzindo ainda as emissões de NOx e material particulado. O total desse mercado, se somadas as principais rotas ao redor da área de influência do complexo do Parnaíba, equivale a 9 milhões de metros cúbicos de gás natural/dia, e tem um enorme potencial de crescimento. Essa cadeia de valor pode se tornar um dos principais veículos de monetização das reservas de gás natural da Eneva depois da geração termelétrica. Cada 10% deste novo mercado seriam equivalentes a aproximadamente 1 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia”, enfatiza o CEO da Eneva, Lino Cançado.

“Temos como objetivo ser o principal fornecedor de GNL nesse novo mercado, com a venda desse combustível para frotas de caminhões. Trata-se de um negócio com grande potencial de crescimento e geração de caixa para a companhia e que contribui de forma relevante no processo de descarbonização do segmento de transporte no país”, complementa o diretor de Marketing, Comercialização e Novos Negócios da Eneva, Marcelo Lopes.

Maior contrato da América Latina

 No total, foi assinada a venda de 180 veículos, 30 deles para a GNL Brasil, uma joint venture da Eneva com a Virtu, que serão utilizados para atendimento aos contratos firmados pela empresa para a venda de GNL em pequena escala (SSLNG) para Vale e Suzano (contratos firmados em 2022), em suas instalações industriais no Maranhão. Os demais 150 caminhões foram adquiridos pela Virtu GNL e serão destinados a um novo serviço a ser iniciado a partir de agosto de 2024, sendo abastecidos com gás fornecido pela Eneva, produzido no mesmo Estado. Trata-se do maior contrato de venda de caminhões a GNL já realizado na América Latina.

Com esta parceria, a Virtu GNL amplia seu escopo de atuação, oferecendo o transporte ESG para clientes comprometidos com a agenda net zero. A primeira fase do seu projeto será iniciada pela Rota do Matopiba, que compreende os estados Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, de produtos que serão escoados pelo Porto de Itaqui, em São Luís, MA.

“Este é um projeto pioneiro, o maior de descarbonização do transporte de longa distância do país. É uma solução logística disruptiva, sustentável e eficiente. Nessa primeira fase, a Virtu GNL implantará duas centrais de descarbonização nos municípios de Presidente Dutra e Balsas, no Maranhão, com investimento inicial de R$ 180 milhões para atuar como plataforma integrada no escoamento da produção. O projeto da Virtu GNL é criar o corredor verde de GNL do Norte ao Sul do Brasil, com investimento previsto de R$ 5,7 bilhões, que compreende 39 centrais de descarbonização e 5.300 cavalos mecânicos até 2030”, explica José de Moura Júnior, CEO da Virtu GNL.

O setor de transporte e logística é o terceiro setor que mais emite gases de efeito estufa no país. A redução da pegada de carbono no escoamento de produtos é fundamental para alcançar o desafio de zerar as emissões das empresas. A substituição do diesel pelo gás natural promove redução de até 20% na emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE), além de mais 85% de NOX e particulados. Essa jornada pretende criar uma infraestrutura de abastecimento que permitirá a migração para os combustíveis mais sustentáveis, como biometano (biognl), em que o Brasil se apresenta com potencial para ser o líder mundial.

“Para a Scania, ser a parceira escolhida para Eneva e Virtu GNL darem esse passo extremamente importante para o transporte sustentável no país é motivo de orgulho e celebração, pois reforça que desenvolvemos soluções pensando em atender aos clientes de acordo com cada necessidade, além de fortalecer o nosso propósito de liderar a transição para o transporte mais sustentável”, comenta Alex Nucci, diretor de Vendas de Soluções da Scania Operações Comerciais Brasil. “Temos o maior portfólio do mercado em termos de combustíveis alternativos ao diesel, mas não deixamos de olhar para a rentabilidade do cliente, entregando também máxima eficiência energética.”

Os 30 veículos iniciais são do modelo R 410, configuração 6×2, movidos a GNL, e são uma solução eficiente e sustentável para a operação de logística a longa distância. Com uma autonomia de mais de 700 km, os veículos a GNL são reconhecidos pela operação silenciosa, contribuindo também para a redução de poluentes, NOX e material particulado. Equipados com dois tanques de 340 litros cada, esses caminhões oferecem desempenho robusto e eficiência energética. O motor de 13 litros com seis cilindros proporciona 410 cv de potência a 1.900 rpm, proporcionando desempenho sólido com menor impacto ambiental. Os demais 150 veículos, entregues no segundo semestre, serão do modelo R 460, configuração 6×4, também movidos a GNL.

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