Simak Rent, especializada em locação de veículos pesados, investe R$ 35 milhões em nova sede em Contagem (MG)

16/08/2023

A nova unidade, localizada no centro industrial do município mineiro, vai abrigar a sede administrativa da empresa, o centro de inteligência operacional – que monitora e acompanha o desempenho dos equipamentos, o centro de manutenção de equipamentos locados, área de estoque de reserva e de revenda de ativos da companhia. As obras estão previstas para começar neste segundo semestre. A área administrativa deve ser entregue até o final deste ano e a área operacional, em maio de 2024.

A Simak foi criada em março deste ano pelo grupo Manserv, líder do mercado brasileiro em serviços de manutenção industrial, manutenção de edificações e intralogística. A nova empresa é especializada na locação de pesados, com foco em caminhões, equipamentos de linha amarela (construção e movimentação de materiais) e linha verde (dedicada a atividades do agronegócio).

Com uma área de 22 mil m², a sede da Simak está localizada próxima ao ecossistema formado pelos principais fornecedores de máquinas e caminhões locados, além de acesso fácil às principais rodovias nacionais, facilitando a logística dos equipamentos. A unidade terá 20 boxes para atividades de manutenção, com capacidade de atendimento de 40 a 50 máquinas por mês. O pátio também abrigará de 200 a 300 máquinas para reserva e comercialização.

A Simak conta com um parque de 1500 máquinas para locação. Entre os setores atendidos pela empresa figuram mineração, fertilizantes, químico, petroquímico, siderurgia, metalurgia, energia e papel e celulose. 

No total, a Simak planeja R$ 400 milhões em investimentos este ano. Deste valor, R$ 240 milhões já foram injetados na nova empresa e R$ 160 milhões serão alocados no negócio até o final do ano.

O investimento na nova sede deve gerar 200 postos de trabalho na região de Contagem. “Vamos contratar pessoal para atuar no administrativo e áreas de apoio e manutenção dos equipamentos”, informa Anderson Antonio de Abreu, CEO da empresa.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
Queda nas vendas de caminhões impulsiona receita recorrente no transporte, sinaliza Platform Science

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