Ásia e Europa lideram relações com o Porto do Rio Grande

24/06/2016

O Porto do Rio Grande possui relações comerciais com mais de 80 rotas internacionais. São países nos mais variados continentes que enviam ou recebem produtos do porto gaúcho. A Ásia é o continente que mais trabalha diretamente com o porto sendo a China o maior destinatário das exportações. Por isso, o país asiático torna-se o principal mercado para o complexo portuário.

China, Irã, Coréia do Sul, Estados Unidos e Vietnã figuram entre os cinco principais destinos das exportações realizadas pelo Porto do Rio Grande. O mercado chinês recebeu entre janeiro e maio 4.031.952 de toneladas. O principal produto movimentado é a soja que apenas do item grão superou as 3,4 milhões de toneladas enviadas. “O nosso complexo portuário está diretamente ligado a cadeia agrícola gaúcha que tem na soja o seu principal produto. Além disso, estamos atentos ao mercado internacional para seguir avaliando e planejando nossas ações. O Porto precisa estar apto a atender os exigentes padrões de qualidade e agilidade que são tão importantes a esses países que nos relacionamos”, afirma o diretor-superintendente, Janir Branco.

O volume de soja em grão enviado ao mercado externo, entre janeiro e maio totalizou 4.193.864 toneladas, o que representa, na comparação com igual período de 2015, um crescimento de 13%. O consumo chinês, em percentual, significa 81,8% seguido pelo Paquistão (6,1%); Irã (4,6%); Vietnã (3,1%); Turquia (1,6%); Holanda (1,5%) e Bangladesh (1,2%). Nos cinco primeiros meses de 2016, no quesito farelo de soja foi enviado ao mercado externo o correspondente a 974.982 toneladas, volume que supera em 8,8% a média das exportações dos últimos quatro anos.

Continentes
O Porto do Rio Grande possui movimentação com os cinco componentes, podemos constatar que dentro das cinco primeiras posições das exportações, quatro desses países se encontram em território asiático. Temos então, no resto da tabela composta por 56 países destino de exportações, 19 sendo asiáticos, o que representa em estatísticas, o número de 33,9%. Em segundo lugar, temos o continente americano – englobando América do Sul, Central – com 32,7%. Nas demais posições estão Europa e a África, com, respectivamente, 16,7% ambos.

Na origem das importações, a Europa lidera o ranking com 24 países, entre os 73 que representam o total. Em porcentagem, o número que responde pelo continente é de 32,8%. O segundo continente é a Ásia (31,6%). Na sequência aparecem América (20,6%), África (13,7%) e a Oceania (1,3%), esta última com apenas um país, a Austrália. A exportação, até maio, acumula mais de 8,6 milhões de toneladas enquanto as importações chegam a superar 2,2 milhões de toneladas. O Porto do Rio Grande, até o quinto mês do ano corrente, soma 15.074.240 toneladas.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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