Rota das Bandeiras inicia trabalho de raio-x do pavimento do Corredor Dom Pedro

14/06/2016

Além das obras de recuperação especial do pavimento em execução das rodovias D. Pedro I (SP-065) e Professor Zeferino Vaz (SP-332), a Concessionária Rota das Bandeiras inicia nesta semana, mais uma importante ação para conservação de toda a malha rodoviária do Corredor Dom Pedro sob sua responsabilidade. Equipes a serviço da Concessionária passam a fazer a análise das condições do pavimento existente ao longo dos 297 km de rodovias do Corredor Dom Pedro, numa espécie de raio-x de toda a estrutura, incluindo suas camadas mais superficiais.

Este trabalho é realizado periodicamente a cada dois anos e sua execução atende à exigência estabelecida pela Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp). A partir desta semana, os trabalhos vão se concentrar na rodovia Prof. Zeferino Vaz (SP-332), entre Campina e Cosmópolis. A previsão da Rota das Bandeiras é que o trabalho em todo Corredor Dom Pedro será concluído até o final do mês de julho.

Para sua execução, as equipes a serviço da Rota das Bandeiras vão utilizar um equipamento chamado deflectômetro de impacto, que simula o efeito gerado principalmente pelos veículos pesados sobre o pavimento. No trabalho, serão avaliadas as condições estruturais de todas as camadas do pavimento, associando essa estrutura à capacidade de carga recebida por cada trecho. Após a conclusão do trabalho, as informações serão utilizadas para definição do tipo de intervenção a ser adotada em cada ponto nos próximos projetos de recuperação das rodovias. Esta, portanto, também é uma ação preventiva que visa aumentar a vida útil do pavimento e ampliar a segurança e conforto oferecidos aos usuários do Corredor Dom Pedro.

Diariamente, três equipes distintas estarão em ação nas rodovias do Corredor Dom Pedro para execução do trabalho, que exigirá interrupções parciais do tráfego, com o estreitamento de pistas. Para minimizar eventuais transtornos aos usuários, o trabalho será realizado fora dos horários de pico, sempre das 9h às 16h. De acordo com o planejamento estabelecido pela Rota das Bandeiras, nos pontos com maior fluxo de veículos do Corredor Dom Pedro, como o trecho urbano da rodovia D. Pedro I em Campinas e toda extensão do anel viário Magalhães Teixeira (SP-083), entre Campinas e Valinhos, o trabalho será priorizado aos finais de semana.

A cada semana, a Rota das Bandeiras divulgará os trechos em que as equipes vão atuar. Os motoristas que desejarem mais informações sobre o trabalho poderão entrar em contato com a Concessionária por meio do telefone 0800-770-8070. O serviço é gratuito e funciona 24 horas.

A Rota das Bandeiras é uma empresa da Odebrecht Rodovias, que reúne os investimentos da Odebrecht TransPort em concessões rodoviárias. A Odebrecht TransPort desenvolve, implanta e opera projetos nas áreas de mobilidade urbana, portos, aeroportos e sistemas integrados de logística.

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A combinação de juros elevados e restrição ao crédito tem levado o setor de transporte rodoviário a buscar novas estratégias de geração de receita. Diante da queda nas vendas de caminhões, empresas da cadeia logística passaram a acelerar a adoção de modelos baseados em serviços e receita recorrente no transporte, com foco em maior previsibilidade financeira. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões recuaram 34,6% em janeiro deste ano em relação a dezembro de 2025. Além disso, na comparação com janeiro do ano anterior, a retração foi de 30,14%. Esse cenário reforça a necessidade de diversificação das fontes de receita em um ambiente mais volátil. Nesse contexto, a mudança de modelo reflete uma tentativa de reduzir a dependência de vendas pontuais de ativos. Ao mesmo tempo, empresas passam a incorporar soluções tecnológicas embarcadas nas frotas não apenas para ganho operacional, mas também como nova fonte de faturamento para concessionárias, revendedores e companhias de software. Receita recorrente no transporte avança com uso de tecnologia logística Segundo Rony Neri, diretor-executivo LATAM da Platform Science, multinacional americana especializada em soluções de segurança e tecnologia para o setor de transporte, a lógica do mercado está em transformação. “A lógica do setor está mudando. Antes, a receita estava concentrada na venda do ativo. Agora, com o uso de tecnologia, é possível construir uma base recorrente de faturamento, mais previsível e menos exposta às oscilações do mercado”, afirma. A empresa atua no desenvolvimento de plataformas tecnológicas para gestão de frotas e segurança operacional, permitindo a integração de dados e serviços no ambiente logístico. Dessa forma, soluções como telemetria, videomonitoramento e plataformas digitais passam a viabilizar modelos de assinatura, ampliando o ticket médio e a retenção de clientes. “A tecnologia passa a funcionar como uma camada de inteligência que fortalece o negócio principal e cria novas oportunidades de receita ao longo do tempo”, reforça Neri. Além disso, o movimento também alcança o agronegócio, onde a digitalização da logística tem impacto direto nos custos operacionais. Com o uso de dados e monitoramento em tempo real, produtores e operadores conseguem reduzir desperdícios, evitar falhas mecânicas e aumentar a eficiência no transporte da safra. “Esses ganhos operacionais têm impacto direto na rentabilidade, especialmente em um cenário em que o custo logístico é um dos principais fatores de pressão para o produtor rural”, detalha o executivo. Para empresas de software, a incorporação de dados operacionais das frotas abre espaço para expansão de portfólio sem necessidade de novos investimentos em hardware. Assim, aumenta-se o valor agregado das plataformas e amplia-se a oferta de serviços. Por fim, o modelo de receita recorrente no transporte tende a apresentar maior estabilidade em comparação à comercialização de produtos físicos. A venda de serviços contínuos, baseada em assinaturas, contribui para reduzir a sazonalidade típica do setor e cria uma base mais previsível de faturamento ao longo do tempo. “A recorrência permite que empresas atravessem períodos de baixa venda de ativos sem perda significativa de receita. É uma mudança estrutural na forma como o setor captura valor”, finaliza Neri.
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