Código de Trânsito é constantemente atualizado no Brasil

26/01/2016

Apesar de ter sido criado em setembro de 1997 e passado a vigorar há 18 anos, em 22 de janeiro de 1998, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) passa por constante atualização, por meio de resoluções.

Entre essas atualizações estão a regulamentação de artigos, por exemplo. Existem também leis que alteram o CTB – foram 38 alterações, sendo 27 leis, uma medida provisória, uma lei complementar e nove decretos.

Entre as mais conhecidas estão a Lei Seca, que alterou os níveis de álcool permitidos no sangue do motorista e as penalidades para quem dirigir alcoolizado, e a mais recente, que aumentou a punição para quem estaciona em vagas exclusivas sem autorização.

No entanto, ainda há pontos em que o código está defasado. O sociólogo e consultor em educação para o trânsito, Eduardo Biavati, lembra que o CTB não contempla os smartphones e seus aplicativos de bate-papo, que têm disputado a atenção de várias pessoas enquanto dirigem.

“Nesses 20 anos, a tecnologia evoluiu tanto que o telefone celular incluiu uma multiplicidade de usos que o código simplesmente não reconhece. O código ainda trata da conversa ao celular e, na verdade, esse é o menor uso hoje”.

O diretor-geral do Detran-DF, Jayme de Sousa, lembra que muitos carros atualmente têm dispositivos que permitem ao motorista atender o telefone sem usar as mãos ou recorrer a fones de ouvido, o que também é proibido.

“Hoje, a maioria dos veículos novos tem o sistema de viva-voz [que conecta pelo bluetooth o telefone ao sistema de som do carro]. A lei não proíbe você atender o telefone no viva-voz. A lei proíbe você utilizar apenas uma das mãos para dirigir”.

Biavati acredita que o CTB deveria considerar outros meios de transporte em seu corpo de normas.

“Nós incorporamos uma massa de novos usuários ao trânsito motorizado e também ao não motorizado, como as bicicletas por exemplo. Além disso, o código não prevê nada sobre um skatista que use o asfalto. Não era um meio de transporte [na época da criação do código], mas agora é”.

Sousa lembra que a tendência das cidades não é aumentar as ruas para receber mais veículos. A saída agora, segundo ele, é investir em meios de transporte alternativos ao carro.

“A tendência hoje não é alargar mais as vias, é procurar outros meios de mobilidade urbana. Não falo só do transporte público coletivo, mas também da bicicleta, que tem sido um meio muito utilizado. O desafio do governo é buscar outros modelos de mobilidade para que possamos garantir a fluidez no trânsito”.

Para ele, o CTB foi uma lei “à frente do seu tempo” e que precisa apenas se manter atual.

O assessor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) Ailton Brasiliense segue o mesmo raciocínio.

“Legislação é uma preocupação permanente. Sempre haverá preocupação com a melhor sinalização, veículos mais confiáveis, equipamentos novos. A parte de educação, de engenharia, economia; isso tudo tem que estar em processo de revisão. E essas resoluções são permanentes”.

Fonte: Agência Brasil

Compartilhe:
Veja também em Conteúdo
Modernização logística na Royal Canin ampliou a agilidade no pós-pandemia sem elevar custos operacionais
Modernização logística na Royal Canin ampliou a agilidade no pós-pandemia sem elevar custos operacionais
Movecta fortalece operação de cargas refrigeradas com tecnologia ReefWatch e plataformas reefer energizadas
Movecta fortalece operação de cargas refrigeradas com tecnologia ReefWatch e plataformas reefer energizadas
Via SP Serra realiza comboio noturno no Rodoanel Norte para instalação de pórticos de pesagem em movimento
Via SP Serra realiza comboio noturno no Rodoanel Norte para instalação de pórticos de pesagem em movimento
Tecnologias ergonômicas reduzem afastamento de trabalhadores em operações de armazenagem
Tecnologias ergonômicas reduzem afastamento de trabalhadores em operações de armazenagem
Loggi lança plataforma aberta de conhecimento sobre logística e e-commerce
Loggi lança plataforma aberta de conhecimento sobre logística e e-commerce
65% dos caminhoneiros associam aplicativos de frete ao aumento da renda, aponta pesquisa do Freto
65% dos caminhoneiros associam aplicativos de frete ao aumento da renda, aponta pesquisa do Freto

As mais lidas

01

Reforma tributária nos portos pode dobrar carga do setor e chegar a 30%, alerta especialista
Reforma tributária nos portos pode dobrar carga do setor e chegar a 30%, alerta especialista

02

SEST SENAT e PRF ampliam parceria para reforçar a segurança nas estradas em ações de saúde e prevenção
SEST SENAT e PRF ampliam parceria para reforçar a segurança nas estradas em ações de saúde e prevenção

03

Cabotagem na região Norte movimenta 10,8 milhões de toneladas e avança com o BR do Mar
Cabotagem na região Norte movimenta 10,8 milhões de toneladas e avança com o BR do Mar