Após renovação de contrato, Libra investirá R$ 750 milhões no Porto de Santos

07/09/2015

O ministro-chefe da Secretaria de Portos, Edinho Araújo, assinou o aditivo à empresa Libra para a prorrogação antecipada do contrato de exploração de áreas no Porto de Santos (SP), até 2035, com projeção investimento de R$ 750 milhões. Os termos de compromisso e de aditivo do contrato foram publicados no Diário Oficial da União da última quinta-feira (03).

Com a renovação antecipada foram unificados os três contratos de arrendamento que a empresa explora no cais santista – terminais T-33, T-35 e T-37. Assim, a Libra está autorizada a integrar as três áreas, que hoje operam separadamente, e construir um novo cais.

O novo complexo elevará a capacidade atual de movimentação de cargas de 900 mil para 1,8 milhão de teu (contêiner padrão de 20 pés) ao ano.

A prorrogação foi possível após um acordo em torno do passivo que o consórcio Libra/Boreal possui com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), administradora do Porto de Santos, desde o ano de 1998. As partes concordaram em extinguir as ações judiciais em curso e levar a pendência à comissão de arbitragem, com base na lei de portos (12.815/13) e seu decreto regulamentador.

O processo de arbitragem, que pode levar até dois anos, definirá os valores a serem pagos pela empresa Libra à Codesp. Calculado o valor do passivo, a empresa terá um prazo (que pode chegar, no máximo, a cinco anos) para efetuar os recolhimentos.

“A antecipação do contrato foi feita mediante salvaguardas jurídicas importantes. O que for decidido na arbitragem terá de ser cumprido pela empresa, sob pena de rescisão contratual”, explicou o ministro Edinho Araújo.

Para ele, o acordo que permitiu aditivar o contrato “é vantajoso para o poder público, a Codesp e a empresa”, uma vez que, devido à pendência judicial, a Libra vinha recolhendo apenas um valor “simbólico” mensalmente à Autoridade Portuária.

“Com a renovação do contrato a empresa concordou em pagar, de imediato, à Codesp valores de arrendamento por movimentação de contêineres e por metro quadrado iguais aos maiores valores pagos por terminais de contêineres no Porto de Santos”, destacou o ministro.

“Há outras vantagens decorrentes da centralização das operações. A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a Codesp passam a fiscalizar e regular um único contrato e a empresa ganhará com o alfandegamento unificado, diminuindo a burocracia. Ao final do prazo contratual, os terminais voltam para o poder público com todas as benfeitorias e poderão ser novamente licitados”, afirma o secretário-executivo da Secretaria de Portos, Guilherme Penin.

A empresa concordou em abrir mão do berço do terminal 37, possibilitando o reordenamento do corredor de exportação de grãos da Ponta da Praia e a licitação de uma nova área no local. A nova disposição dos terminais permitirá, ainda, melhorar as condições de acesso ferroviário e rodoviário na área do Macuco e Ponta da Praia.

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