Transporte de cargas superpesadas: expectativas para o segundo semestre e os próximos anos

03/08/2009

O segmento de transporte de cargas superpesadas e superdimensionadas terá uma retração no segundo semestre em relação ao primeiro semestre, inevitavelmente, já que tem seu desenvolvimento bastante dependente dos setores de energia, mineração e siderurgia. As indústrias de mineração e siderurgia estão operando em ritmo lento, e as estimativas apontam que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro terá uma queda de 0% a -1,0%. Dessa forma, o que irá manter as atividades no setor são projetos que já estavam contratados, considerando que muitos deles tiveram seus prazos de término dilatados, e outros cujas decisões foram adiadas.

O mercado apresentou uma leve melhora no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses de 2009, e a estagnação temporária não reflete negativamente nas ações de empresas do ramo, que devem continuar em busca de novos contratos – há expectativas para um futuro muito promissor para o setor já a partir de 2010. A crise dá sinais, principalmente no Brasil, de estar se dissipando, mostrando que o pior já passou – a maioria dos indicadores econômicos aponta essa tendência.

Para o segundo semestre é necessário se ajustar à nova realidade de mercado, sempre buscando a redução de custos e despesas, maior controle, qualidade e, principalmente e mais importante, prioridade à segurança no trabalho e ao meio ambiente, fatores preponderantes para a evolução de qualquer empresa que pretenda se estabelecer neste século.

Tudo indica para as organizações da área que os próximos anos serão tão bons ou melhores que os últimos. O Brasil necessita urgentemente de obras de infraestrutura. Algumas já estão sendo construídas, licitadas ou com início previsto: refinarias, polos petroquímicos, usinas hidrelétricas de grande capacidade, usinas termoelétricas, portos, siderúrgicas, além de obras necessárias à realização da Copa do Mundo de Futebol em 2014. Enfim, muitos guindastes, transportes… Vamos aguardar. Mas aguardar não significa ficar alheio aos acontecimentos do mercado.

A crise causou vários danos ao meio empresarial, mas também possibilitou a clientes de diversos segmentos perceberem as corporações que realmente se diferenciam e estão aptas para atendê-los em tempos de calmaria ou de vendaval.

Lupercio Torres Neto – presidente do Grupo IRGA
andre@bluecomunicacao.com

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