Para o setor de logística e armazenagem, o verão representa um período de atenção redobrada. Além do aumento no volume de entregas em diversos segmentos, a combinação entre altas temperaturas e chuvas intensas eleva os riscos logísticos no verão, impactando diretamente a eficiência operacional dos galpões. Entre os principais desafios estão a proliferação de insetos, o controle da temperatura das mercadorias e as limitações de infraestrutura nas áreas de carga e descarga.
De acordo com Giordania Tavares, CEO da Rayflex, empresa especializada na fabricação de portas rápidas industriais, o cenário climático típico da estação mais quente do ano reforça a necessidade de medidas preventivas nos centros logísticos. Segundo ela, falhas no controle ambiental podem gerar prejuízos operacionais, perdas de mercadorias e aumento significativo dos custos.

“O controle do ambiente durante as operações de carga e descarga é fundamental para a eficiência logística. Uma vedação adequada na doca, como soluções que ofereçam vedação e isolamento térmico aos ambientes, caso das portas seccionais isotérmicas, ajuda a manter a temperatura interna, evita a entrada de agentes contaminantes e reduz riscos como pragas, umidade e variações térmicas, fatores que impactam diretamente a qualidade das mercadorias e a segurança do galpão, afinal, falhas podem gerar perdas e impacto no custo da operação”, destaca a executiva.
A seguir, a especialista aponta três riscos logísticos no verão que merecem atenção especial por parte de operadores e gestores de armazenagem.
Proliferação de insetos no ambiente logístico
Com o aumento da temperatura, a reprodução de insetos ocorre de forma mais acelerada, elevando o risco de infestações nos galpões. Embora a dedetização periódica seja essencial, Giordania ressalta que medidas preventivas são igualmente importantes, sobretudo durante as operações de carga e descarga, quando as áreas ficam mais expostas. “O controle de acessos, a vedação adequada das áreas operacionais e a manutenção da limpeza contribuem para reduzir riscos de contaminação, perdas de mercadorias e interrupções na rotina logística”, explica.
Controle de temperatura das mercadorias
Outro ponto crítico no verão está relacionado ao controle térmico, especialmente em operações que envolvem produtos sensíveis. Conforme a CEO da Rayflex, o momento de carga e descarga é particularmente delicado, pois o fluxo intenso de entradas e saídas facilita a entrada de ar quente. “Sem um planejamento de infraestrutura, a troca de temperatura exige mais do sistema de refrigeração, aumentando ainda mais os custos da operação com energia elétrica durante o verão”, afirma.
Falta de infraestrutura adequada
Por fim, a executiva aponta a falta de infraestrutura como um dos principais fatores de risco no período. Áreas de entrada e saída sem planejamento adequado tendem a potencializar os impactos do calor e da umidade. Nesse contexto, investir em prevenção, planejamento e infraestrutura operacional deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade para centros logísticos e docas de expedição e recebimento. “Atenção à infraestrutura, aos processos de carga e descarga e ao controle ambiental é fundamental para reduzir perdas, evitar custos extras e garantir a eficiência das operações em qualquer condição climática”, finaliza Giordania Tavares.








