Porto Sudeste e Samarco venceram Prêmio ATP 2025 nas categorias inovação portuária e impacto social

A Associação de Terminais Portuários Privados (ATP) anunciou, em cerimônia realizada em Brasília, os vencedores da terceira edição do Prêmio ATP 2025, que reconhece boas práticas em inovação portuária e impacto social. O evento ocorreu no Clube Naval, no dia 23 de outubro, e contou com número recorde de inscrições: 53 projetos. O Porto Sudeste, em Itaguaí (RJ), conquistou o primeiro lugar na categoria “inovação tecnológica portuária”, enquanto a Samarco Mineração venceu em “impacto social portuário”.

O Prêmio ATP, criado em 2023, é a única iniciativa dedicada a reconhecer exclusivamente os portos privados brasileiros, incluindo Terminais de Uso Privado (TUP), Estações de Transbordo de Carga (ETC), Instalações Portuárias de Turismo (IPTur) e Unidades de Armazenamento e Regaseificação Flutuante (FSRU). O objetivo é incentivar a adoção de soluções inovadoras e sustentáveis nas operações portuárias, bem como promover ações de integração social nas comunidades costeiras.

Porto Sudeste e Samarco venceram Prêmio ATP 2025 nas categorias inovação portuária e impacto social

Inovação portuária: Porto Sudeste é destaque

Na categoria inovação portuária, o Porto Sudeste foi premiado pelo projeto “Derrocagem subaquática com fio diamantado”, uma solução pioneira no setor que substituiu métodos tradicionais de corte de rocha. O sistema reduziu impactos ambientais e aumentou a eficiência operacional, destacando-se pela “precisão, baixo nível de ruído e vibração, e reduzida turbidez na água, mantendo a capacidade operacional do porto durante as obras”. A prática trouxe ganhos em competitividade e sustentabilidade ao empreendimento localizado em Itaguaí (RJ).

Outros projetos também foram reconhecidos. O Porto Itapoá (SC) ficou em segundo lugar com a iniciativa “Otimização de movimentos produtivos”, que utiliza inteligência artificial para prever o tempo de permanência de contêineres e evitar remoções desnecessárias. Em 22 meses, o sistema evitou 29.047 movimentações e gerou economia estimada em R$ 1,389 milhão. Já o Porto do Açu (RJ) recebeu o terceiro lugar com o projeto “Coletivo de Ações em Inovação e Sustentabilidade (Cais)”, que criou um ecossistema de pesquisa e desenvolvimento voltado à transição energética, transformação digital e melhoria de processos.

Impacto social portuário: Samarco e Hidrovias do Brasil são premiadas

Na categoria impacto social portuário, a Samarco Mineração venceu com o projeto “Maré de Sorte”, que capacitou marisqueiras e pescadores das comunidades de Ubu, Parati e Meaípe (ES). A ação promoveu inclusão social, formalização da pesca artesanal e educação ambiental, além de fornecer equipamentos e fortalecer associações locais, ampliando o acesso a políticas públicas e mercados formais.

O segundo lugar ficou com a Hidrovias do Brasil, pelo projeto “Capacitação de jovens”, que atende jovens em situação de vulnerabilidade com cursos técnicos e mentorias, alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8 e 11. Já a Edge conquistou o terceiro lugar com a iniciativa “Culinária caiçara na Baixada Santista: valorização da pesca artesanal e cultura tradicional”, que resultou na publicação de um livro de receitas e no registro histórico das práticas pesqueiras locais, beneficiando mais de 2 mil pessoas.

Reconhecimento crescente ao setor portuário privado

O presidente da ATP, Murillo Barbosa, destacou o avanço do setor privado portuário e o aumento da qualidade dos projetos inscritos. “O recorde de inscrições no Prêmio ATP reflete o compromisso dos portos privados com a inovação, a sustentabilidade e a eficiência operacional, além do investimento em ações sociais alinhadas às melhores práticas do setor”, afirmou.

A banca de jurados do Prêmio ATP 2025 foi composta por nove especialistas do setor, entre eles profissionais da academia, representantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os critérios de avaliação consideraram originalidade, relevância estratégica, viabilidade técnica e engajamento comunitário. A ATP não participou do julgamento dos trabalhos, assegurando a isenção e transparência do processo.

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