O Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, será palco de um dos maiores investimentos privados da história do estado, com aporte estimado em R$ 24 bilhões voltado à implantação de uma nova unidade industrial de celulose e à estruturação da logística de exportação. O anúncio foi feito nesta terça-feira (20), durante cerimônia realizada no porto, com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.
O evento marcou a assinatura do contrato de adesão do Terminal de Uso Privado (TUP) vinculado ao Projeto Natureza, da CMPC, além da formalização de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Enquanto o empreendimento portuário e logístico concentra a maior parte dos investimentos, os contratos do Mar Aberto somam R$ 2,8 bilhões, destinados à construção de embarcações e ao fortalecimento da indústria naval brasileira.

Na avaliação do ministro Silvio Costa Filho, os investimentos consolidam o porto como ativo estratégico para a economia brasileira. “Estamos promovendo um salto de eficiência logística, que reduz custos, amplia a capacidade de escoamento da produção e fortalece a competitividade das exportações brasileiras. Ao integrar hidrovias e porto, criamos um ambiente mais atrativo para investimentos, geramos emprego e renda e ampliamos a participação do Brasil nos mercados internacionais”, afirmou.
O Projeto Natureza deve impactar mais de 75 municípios no Rio Grande do Sul, com geração estimada de 12 mil postos de trabalho durante a fase de obras e cerca de 1,5 mil empregos permanentes após a conclusão. Com a ampliação da produção, a expectativa é de um escoamento superior a 4,3 milhões de toneladas de celulose por ano, o que levou à implantação de dois novos Terminais de Uso Privado, em Rio Grande e Barra do Ribeiro, com investimentos adicionais de aproximadamente R$ 1,4 bilhão.
O TUP do Porto de Rio Grande terá capacidade de movimentar até 9 milhões de toneladas por ano a partir do 11º ano de operação, com infraestrutura para armazenagem de cerca de 194 mil toneladas e operação simultânea de dois navios. A previsão é de geração de mais de 400 empregos diretos, aproximadamente 2.100 indiretos e cerca de 1.500 postos de trabalho durante a fase de construção. O contrato de adesão foi assinado em 7 de janeiro de 2026.
Durante a cerimônia, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, destacou a relevância do empreendimento para o estado. “Estamos diante do maior investimento privado já realizado no estado. Esta área, que esteve parada desde 2014, passa agora a cumprir uma função estratégica no transporte de celulose, com reflexos diretos na economia gaúcha”, afirmou.
Programa Mar Aberto e fortalecimento da indústria naval
Além do projeto portuário, o evento incluiu a assinatura de contratos do Programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à renovação da frota de apoio marítimo. Os contratos preveem a construção de cinco navios gaseiros, 18 barcaças e 18 empurradores, com potencial de geração de mais de 9 mil postos de trabalho diretos e indiretos.
As embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros localizados no Rio Grande do Sul, Amazonas e Santa Catarina. De acordo com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, a iniciativa está alinhada à estratégia de reconstrução da indústria naval e offshore brasileira. “Esse movimento está alinhado à estratégia do governo federal de reconstrução da indústria naval e offshore brasileira. A Petrobras cumpre seu papel como empresa indutora do desenvolvimento, ampliando investimentos, fortalecendo a logística e contribuindo para o crescimento sustentável do país”, afirmou.








