
Para assegurar o fluxo de mercadorias e a estabilidade da cadeia produtiva diante dos severos impactos climáticos, o Super Terminais iniciou no dia 2 de outubro uma das etapas mais cruciais da Operação Seca 2026: o transporte fluvial de uma estrutura modular de aproximadamente 4 mil toneladas de Manaus até o município de Itacoatiara (AM).
Desacoplado do terminal em Manaus, o módulo transporta os três primeiros guindastes elétricos do mundo (Konecranes ESP10) concebidos especificamente para operar em condições de restrição de navegação na região.
A iniciativa faz parte de um aporte de R$ 70 milhões direcionado à implantação de uma base de transbordo temporária para contornar a vazante dos rios e manter a plena operação do Polo Industrial de Manaus (PIM).
Logística estratégica e operação 24 horas
A nova base temporária está instalada em uma área própria de 300 mil metros quadrados na margem esquerda do Rio Amazonas, situada a 1,4 km do porto público de Itacoatiara, com acesso rodoviário pavimentado pela estrada do Aeroporto.
- Píer Flutuante: Conta com 240 metros de comprimento por 24 metros de largura, posicionado a 100 metros da margem e com impressionantes 34 metros de calado (profundidade). A estrutura permite a atracação de navios de grande porte sem as limitações náuticas enfrentadas na capital.
- Turnos contínuos: A operação funcionará 24 horas por dia, dividida em três turnos, para descarregar 100% das cargas dos navios e transferi-las por meio de balsas até Manaus. O trajeto fluvial de 108 milhas náuticas (cerca de 200 km) tem tempo estimado de navegação de 18 horas na ida e 12 horas na volta.
- Infraestrutura de apoio: O complexo oferece suprimento de combustíveis e óleo diesel, apoio especializado de atracação, equipes de mergulho, serviços de reparos portuários, segurança 24h, suporte médico de emergência, combate a incêndios e rede de monitoramento em tempo real.
“Mobilizar uma estrutura dessa magnitude exige inteligência logística de ponta, mas garante a estabilidade econômica e o fornecimento contínuo de suprimentos para a população e para as indústrias da região no momento em que os rios atingem seus níveis mais baixos. Dessa forma, protegemos a cadeia produtiva amazonense e damos previsibilidade ao Polo Industrial de Manaus diante dos efeitos do Super El Niño”, destaca Marcello Di Gregorio, diretor-geral do Super Terminais.
Histórico e resiliência contra eventos climáticos extremos
A necessidade de estruturas descentralizadas ganhou força após a seca severa de 2023/2024, agravada pelo fenômeno El Niño, quando o terminal ficou 32 dias sem movimentar cargas em Manaus. Na ocasião, a criação da Operação Itacoatiara — com aporte de R$ 60 milhões — atendeu 27 navios, movimentou mais de 33 mil contêineres e evitou o colapso industrial na Zona Franca, coroando o ano de 2024 com o recorde histórico de 264,8 mil TEUs.
Reconhecido nacionalmente como o primeiro porto verde do Brasil, o Super Terminais consolida sua posição de protagonismo na cadeia de suprimentos nortista, antecipando-se aos gargalos logísticos provocados pelas mudanças climáticas.








