A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) emitiu a licença prévia que atesta a viabilidade ambiental da Nova Ligação Anchieta-Imigrantes, projeto de infraestrutura rodoviária que pretende ampliar a conexão entre a Grande São Paulo e a Baixada Santista. A autorização marca o avanço de uma das obras mais relevantes para a logística do estado.
Com 21,6 quilômetros de extensão, o novo traçado terá início no km 43 da Rodovia dos Imigrantes e seguirá até o km 265 da Rodovia Cônego Domênico Rangoni, nas proximidades do polo industrial de Cubatão. O projeto tem como objetivo melhorar o acesso ao Porto de Santos, considerado o principal complexo portuário do país, além de ampliar a segurança viária e a eficiência no escoamento de cargas.

Nova ligação Anchieta-Imigrantes amplia capacidade logística no trecho de serra
De acordo com as estimativas, a nova ligação poderá elevar em cerca de 145% a capacidade de transporte de cargas no trecho de serra. Dessa forma, a obra tende a reduzir gargalos logísticos e aumentar a previsibilidade das operações rodoviárias, especialmente no transporte de veículos pesados.
O projeto foi analisado com base no Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e recebeu parecer favorável do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Além disso, a execução ficará sob responsabilidade da Ecovias, concessionária que atua na operação do sistema Anchieta-Imigrantes.
Considerada uma das obras mais complexas do país do ponto de vista de engenharia, a nova ligação terá aproximadamente 81% de seu percurso em túneis. Essa solução construtiva, por sua vez, busca reduzir intervenções na superfície e minimizar impactos ambientais, especialmente em áreas de vegetação nativa.
Para garantir a execução dentro de critérios ambientais rigorosos, a Cetesb estabeleceu uma série de condicionantes. Entre elas estão o monitoramento contínuo da biodiversidade, a proteção de mananciais estratégicos, o controle técnico das escavações e ações voltadas à preservação dos recursos hídricos ao longo de todo o traçado.
O processo de licenciamento envolveu equipes multidisciplinares, incluindo geólogos, engenheiros e biólogos, que acompanharam desde as fases iniciais a definição do traçado e das soluções técnicas adotadas. Segundo Thomaz Toledo, diretor-presidente da Cetesb, “o licenciamento ambiental oferece segurança e previsibilidade, permitindo que obras desse porte avancem com responsabilidade e tragam benefícios concretos para mobilidade, economia e meio ambiente”.
Outro ponto relevante é o volume de movimentação de materiais previsto durante a construção. Estima-se que a obra mobilize cerca de 4 milhões de metros cúbicos de solo e rocha, equivalente a aproximadamente 1.600 piscinas olímpicas. Com a emissão da licença prévia, o projeto segue agora para as próximas etapas do licenciamento ambiental, que incluem as fases de instalação e operação.








