Logística fluvial amazônica impulsiona expansão da Navegam Log como operadora multimodal

A logística fluvial amazônica apresenta desafios operacionais singulares no Brasil. No estado do Amazonas, cerca de 70% dos municípios dependem exclusivamente das vias fluviais para o transporte de cargas, em razão da dimensão territorial, da baixa densidade populacional e da inviabilidade técnica e econômica de rodovias. Dessa forma, os rios se consolidam como o principal eixo logístico da região, condicionando prazos, custos e estratégias operacionais.

Logística fluvial amazônica impulsiona expansão da Navegam Log como operadora multimodal
Centro de Distribuição AM

Nesse cenário, a navegação entre municípios do interior e Manaus pode ultrapassar duas semanas, dependendo da distância, das condições dos rios e do tipo de embarcação utilizada. Diferentemente do transporte rodoviário ou aéreo, falhas de planejamento não podem ser corrigidas ao longo do percurso. Assim, uma decisão inadequada na origem tende a gerar atrasos prolongados, aumento expressivo de custos e perdas operacionais difíceis de reverter.

Foi nesse ambiente de alta complexidade que a Navegam Log estruturou sua especialização inicial. Historicamente, a logística fluvial amazônica é sustentada por barcos regionais intermunicipais, operadores essenciais para a região, porém marcados pela ausência de sistemas estruturados de controle de frete, rastreabilidade e padronização de processos. Como consequência, o varejo enfrentava elevado risco operacional e limitações para expandir vendas ao interior do estado.

Sem visibilidade clara sobre prazos, volumes e integridade das cargas, varejistas acumulavam perdas recorrentes e dificuldades para escalar operações fora da capital. Entretanto, o entrave não estava na navegação fluvial em si, mas na falta de uma gestão logística centralizada, capaz de assumir responsabilidade pela carga durante todo o trajeto.

Logística fluvial amazônica impulsiona expansão da Navegam Log como operadora multimodal
Operação last mile

A partir dessa lacuna, a Navegam Log desenvolveu um modelo próprio de operação fluvial estruturada. A empresa passou a assumir a gestão completa da logística, desde a retirada da mercadoria no Centro de Distribuição do cliente até a entrega final nos municípios do interior. Com isso, trouxe maior previsibilidade a um ambiente tradicionalmente marcado pela informalidade.

Logística fluvial amazônica como base para integração multimodal

Com a consolidação desse modelo, a empresa ampliou gradualmente seu escopo operacional, incorporando novas tipologias e integrando diferentes modais. Esse amadurecimento resultou, em 2025, na expansão nacional da Navegam Log como operadora logística multimodal, atuando também com frete rodoviário, aéreo e cabotagem.

Esse movimento foi acompanhado por investimentos estruturais, como a implantação de um terminal logístico próprio em Manaus, com 4.500 m², e a abertura de um segundo terminal em São Paulo, com 2.000 m². A presença na capital paulista, principal polo de origem de cargas do país, teve papel estratégico na integração entre o Sudeste e o Norte, contribuindo para a redução de tempos de trânsito e o aumento da eficiência logística entre regiões.

Atualmente, a Navegam Log atende clientes em todas as regiões do Brasil, operando como uma operadora logística multimodal nacional, com foco na tomada de decisão desde a origem das operações. Essa trajetória resultou em reconhecimento nacional, incluindo a capa da revista Exame em julho de 2025.

Logística fluvial amazônica impulsiona expansão da Navegam Log como operadora multimodal
Michelle Guimarães, CEO da Navegam Log

Segundo Michelle Guimarães, CEO da Navegam Log, a experiência acumulada na Amazônia aponta caminhos para o futuro da logística no país. “À medida que as cadeias de suprimento se tornam mais complexas, a logística exige soluções cada vez mais diferenciadas e decisões mais precisas antes da execução. A Amazônia nos ensinou que logística não é sobre movimentar carga, é sobre decidir bem. Essa competência é o que permite conectar regiões estratégicas do Brasil com eficiência e previsibilidade”, afirma.

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