O Fundo da Marinha Mercante (FMM) ampliou de forma significativa os investimentos na indústria naval e aquaviária em 2025, ao destinar R$ 3,85 bilhões para projetos voltados à construção de embarcações, à infraestrutura portuária e aquaviária e ao fortalecimento da cadeia produtiva do setor no Brasil. O volume representa um crescimento de 107,4% em relação a 2024 e teve impacto direto na geração de empregos, na modernização do transporte aquaviário e no desenvolvimento regional.

Ao longo do ano, a maior parcela dos recursos — R$ 2,45 bilhões — foi direcionada à construção de embarcações, principal foco histórico do Fundo. Além disso, R$ 361 milhões financiaram obras de infraestrutura portuária e aquaviária, enquanto R$ 70,8 milhões foram destinados à modernização de estaleiros. Outros R$ 959,3 milhões corresponderam a ressarcimentos à Receita Federal do Brasil, conforme os dados consolidados do exercício.
Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos refletem o papel estratégico do Fundo no fortalecimento do setor. “Os recursos do Fundo fortalecem a indústria naval, geram empregos e ampliam a capacidade do transporte aquaviário, especialmente em regiões onde são fundamentais para o abastecimento e a integração do país”, afirmou.
Ainda em 2025, o Fundo da Marinha Mercante aprovou 771 projetos, que somam R$ 31,8 bilhões em financiamentos, abrangendo iniciativas de construção naval, infraestrutura aquaviária e modernização do parque industrial. Desse total, 152 projetos avançaram para a fase de contratação, com R$ 7,7 bilhões formalizados, permitindo o início das obras e das atividades previstas. Esses empreendimentos devem gerar cerca de 15.443 empregos diretos. Paralelamente, foram realizadas 166 operações com recursos de contas vinculadas, totalizando R$ 708,7 milhões.
Investimentos regionais
No recorte regional, a Região Norte concentrou 53% dos recursos aplicados por meio das contas vinculadas, antecipando investimentos em uma área estratégica para o transporte aquaviário e para a integração logística nacional, especialmente em localidades onde os rios representam as principais vias de deslocamento. Já os financiamentos diretos do Fundo se concentraram nas regiões Sul e Sudeste, de acordo com a demanda dos projetos apresentados, enquanto as contas vinculadas reforçaram aportes em áreas com maior dependência da navegação interior.
Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, os efeitos dos investimentos vão além da infraestrutura. “Cada projeto apoiado gera empregos, movimenta a economia local e melhora o transporte de cargas, fortalecendo a ligação do Norte e do Nordeste com o restante do Brasil”, destacou.
Novas aprovações
A agenda do Fundo da Marinha Mercante prevê a continuidade dos investimentos em 2026, com até R$ 34 bilhões destinados a novas aprovações de projetos voltados à indústria naval e à infraestrutura aquaviária. Também está prevista a formalização de cerca de R$ 8 bilhões em novas contratações, permitindo que projetos já aprovados avancem para a fase de execução, com impacto direto na capacidade logística e no desenvolvimento regional.
Em janeiro de 2026, a 1ª Reunião do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM) deverá priorizar projetos portuários, com possibilidade de destinação de até R$ 4,8 bilhões para iniciativas de ampliação, modernização e aumento da eficiência da infraestrutura portuária e aquaviária. Segundo Otto Luiz Burlier, essa agenda reforça o planejamento de longo prazo e a previsibilidade dos investimentos, “assegurando a continuidade do fomento ao setor, a integração do território nacional, a redução das desigualdades regionais e um transporte de cargas mais eficiente, com reflexos positivos no abastecimento e na economia da população.”







