Granero adota tecnologia da Carbo Vapt para descarbonização de motores com o B15 e reduz consumo de diesel

Com a entrada em vigor da mistura B15 no diesel a partir de agosto de 2025, transportadoras têm buscado alternativas para reduzir impactos no desempenho dos caminhões. Nesse cenário, a Granero decidiu aplicar a tecnologia de descarbonização de motores desenvolvida pela Carbo Vapt, exclusiva no Brasil, que já trouxe resultados de economia e eficiência.

Segundo a transportadora, a aplicação inicial em parte da frota resultou em redução de 5% no consumo de combustível, evitando falhas nos motores a diesel e diminuindo as emissões de CO₂. Como a companhia consome quase 600 mil litros de diesel por ano, a economia já representa cerca de 30 mil litros anuais, mesmo sem abranger toda a frota.

Granero adota tecnologia da Carbo Vapt para descarbonização de motores com o B15 e reduz consumo de diesel

Tecnologia de descarbonização de motores e efeitos do B15

A tecnologia limpa a câmara de combustão sem necessidade de desmontagem, o que reduz falhas e prolonga a vida útil das peças. O gestor de frota da Granero, Eduardo Muminhake, destacou que os ganhos foram imediatos e podem aumentar conforme mais veículos passem pelo processo.

De acordo com Thelis Botelho, CEO da Carbo Vapt e da CarboFlix, o biodiesel traz desafios adicionais: “O biodisel tem até 12% de oxigênio em sua composição, isso faz com que ele oxide com mais facilidade, gerando resíduos que vão se acumular tanto na câmara de combustão quanto nos bicos. O resultado disso é que a pulverização do combustível piora, a queima fica menos eficiente e, em pouco tempo, o motor começa a consumir mais e a exigir manutenção com uma frequência maior”.

O especialista lembra ainda que, por ser produzido a partir de gorduras vegetais ou animais, o biodiesel pode servir de alimento para bactérias, aumentando riscos de proliferação de microrganismos no tanque e de entupimentos.

CarboZé e soluções para estabilidade do combustível

Além da descarbonização, a Carbo Vapt oferece o CarboZé, aditivo estabilizador formulado para combustíveis brasileiros. O produto atua encapsulando a água, reduz a proliferação de fungos e bactérias e prolonga a vida útil do diesel com até 15% de biodiesel, mesmo em condições climáticas adversas e em períodos de armazenamento prolongado.

Impacto ambiental: preservação de até 60 milhões de árvores por ano

A projeção da Carbo Vapt indica que, se os cerca de 2 milhões de caminhoneiros autônomos adotassem a descarbonização, haveria uma redução de 828 mil toneladas de CO₂ por mês. Isso equivaleria à preservação de mais de 5 milhões de árvores mensais, ou 60 milhões por ano, conforme parâmetros da SOS Mata Atlântica.

A estimativa considera média de 12.500 km rodados por caminhão por mês, consumo de 4 litros a cada km rodado e fator de emissão de 2,65 kg de CO₂ por litro de diesel, segundo dados da Scania e da Ambipar.

O futuro do diesel e do transporte rodoviário

O aumento da mistura obrigatória do biodiesel foi definido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Contudo, especialistas alertam que, sem investimentos em tecnologias de manutenção preventiva e estabilização de combustíveis, os custos operacionais podem crescer, com maior risco de falhas mecânicas e paralisações não programadas.

“É fundamental garantir que o avanço do biodiesel traga ganhos ambientais sem comprometer a eficiência operacional da frota brasileira. Afinal, mais de 80% de tudo o que é transportado no país depende do modal rodoviário”, reforça Botelho.

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