Transporte de cargas de risco: a importância da mudança no MDF-e

31/08/2017

Sempre digo que a tendência das documentações eletrônicas é evoluir para atender mais e mais necessidades específicas da realidade em que se inserem, e essa nova alteração na MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos) é mais uma prova disso. Foi criado, recentemente, um Grupo dentro do Manifesto que indica a periculosidade da carga transportada.

O Grupo deve ser indicado sempre que os produtos levados pelo transporte sejam classificados como perigosos pela ONU (Organização das Nações Unidas). Isso porque, apesar de o projeto de documentação eletrônica, geralmente atenda a padrões dentro do território nacional, ainda há de se levar algumas leis internacionais em conta, e, sobretudo nesse caso os cuidados com o meio ambiente, que são considerados por organizações como a ONU.

O Grupo inclui o número ONU/UN, o nome apropriado para embarque do produto, sua classe ou subclasse/divisão, se oferece risco subsidiário ou risco secundário, além de informações sobre a embalagem e quantidade e tipo de volumes. Existem muitas empresas que transportam cargas perigosas, e em sua maioria esse transporte é rodoviário, o que, apesar de vir de uma demanda internacional, protege o próprio território brasileiro.

O manuseio no embarque e desembarque, o cuidado na direção, e as providências em caso de acidentes, tudo deve estar na consciência dos funcionários que manuseiam esse produto, e de todos o que precisarem entrar em contato com a carga. Sendo assim as informações devem ser precisas no manifesto. Nossas rodovias possuem um grande fluxo de caminhões de carga diariamente, e vazamentos, por exemplo, não são tão incomuns quando gostaríamos de achar.

É preciso saber o que fazer, e conhecimento que a documentação proporciona é de extrema importância. O novo layout do MDF-e, que é o 3.00 considera perigosos: Explosivos, Gases, Líquidos Inflamáveis, Substâncias Oxidantes, Tóxicas, Infectantes, Substâncias corrosivas, Material Radioativo, dentre outros.

Essas cargas podem causar danos ambientais gravíssimos, por a vida humana e animal em risco e ter consequências que podem durar anos. A responsabilidade dos envolvidos deve ser acionada, sobretudo nas providencias a serem tomadas após um acidente, e ainda mais se a falta de informação proporcionou o acidente devido ao trato inapropriado para o tipo de carga.

Essa realidade se transpõe para a documentação eletrônica a fim de transformar o transporte em algo mais seguro. Estar bem informado, inclusive se seu software emissor garante essa atualização, é importantíssimo para o empresário. A atualização passa a ser obrigatório já em outubro de 2017, e apesar de eu ter ressaltados os riscos ambientais e à vida, ter esses cuidados também ajudam as empresas a se prevenirem contra acidentes, o que pode gerar ganhos para a própria empresa.

Adão Lopes
Mestre em tecnologia e CEO da VARITUS Brasil

Compartilhe:
Ypê e Tix Log investem R$ 161 milhões em novo Centro de Distribuição no Rio Grande do Sul
Multiflon consolida malha logística para atender todo o Brasil com expedição média de 450 mil unidades mensais
Estudo da nstech aponta logística como fator decisivo para conversão a menos de 90 dias da Black Friday
TruckPag fecha 1º semestre com R$ 1,6 bilhão em transações e conclui aquisição da 3SAT
Empresas do Grupo Tix conquistam Selo Ouro GHG Protocol pela segunda consecutiva
Modern Logistics expande operações com logística para turnês musicais

As mais lidas

01

Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro
Insights Logweb – O movimento da semana de 14 a 18 de setembro

02

Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026
Ford revela três versões da van elétrica Transit City que chegam ao Brasil ainda em 2026

03

Special Dog Company reforça frota e cresce 25% na equipe de motoristas em 2025