A pandemia mudou o ritmo do crime envolvendo veículos e cargas, mas não podemos baixar a guarda

26/04/2021

*Por Alvaro Velasco

Depois de um ano de pandemia, os balanços nas mais diferentes áreas são catastróficos. O planeta contabiliza quase 3 milhões de vidas perdidas. Uma crise sanitária que mudou o mundo, alterou o dia a dia das pessoas e impactou todos os setores, inclusive o campo da criminalidade. Menos veículos nas ruas e estradas representaram menos oportunidade para os bandidos e redução de roubo e furto. Segundo dados das secretarias de segurança pública dos estados, em São Paulo, o roubo de veículos no ano passado foi 31,44% menor do que em 2019. Assim como o furto, que teve queda de 27,50%. As ocorrências envolvendo cargas reduziram 19,21%. Esses números foram parecidos no Rio de Janeiro (-36,03%, -17,31% e -33,13%, respectivamente). No Rio Grande do Sul, a redução foi em média de 30%, em Minas Gerais e Bahia a queda foi menos acentuada, mas girou em torno dos 20% e 15%.

Mas não podemos nos deixar iludir. Essa falsa sensação de melhora de cenário é momentânea. Fato é que a crise econômica, acentuada pela pandemia, gerou uma explosão de pobreza. E a história mostra que uma das consequências dessa queda de renda da população é o aumento de criminalidade. Mais do que nunca, é preciso investir em prevenção e buscar as melhores soluções do mercado para minimizar o risco de prejuízos.

No segmento de cargas, um prejuízo bilionário. Segundo a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), as perdas anuais por delitos envolvendo produtos ultrapassam R$ 1,4 bilhão. O número deu uma leve reduzida nos últimos anos e uma das justificativas é a ampliação do investimento do setor logístico em segurança, instalando dispositivos mais modernos que ajudam a proteger motorista, caminhão e mercadoria. Por outro lado, as empresas de rastreamento e monitoramento são incansáveis na busca por ganho de eficácia e agilidade.

No caso do Grupo Tracker, os produtos possuem um Sistema Inteligente de Detecção de Jammers que se antecipa a ação dos bandidos, emitindo sinais de alerta assim que os equipamentos se aproximam dos inibidores de sinais. Na maioria das vezes, o Comando de Operações é que avisa a empresa contratante de que existe uma ocorrência em curso. De cada cinco acionamentos de caçadores, ao menos um é resultado dessa proatividade exclusiva Tracker, ou seja, os bandidos utilizam equipamentos de inibição de sinal que acabam auxiliando na antecipação do evento em si. E num setor onde o tempo do aviso do sinistro está diretamente ligado ao sucesso da recuperação, sair na frente é quase a certeza de frustrar a ação dos criminosos, garantir a vida do funcionário e evitar perdas ao cliente.

Além do investimento pesado em novas tecnologias, a empresa não descuida da infraestrutura. Grande parte dos equipamentos Tracker instalados em caminhões atua como rede móvel, ampliando ainda mais a capilaridade de antenas de escuta por todo canto do país. Isso porque não é só nas áreas urbanas que o crime assombra. Dados do banco de dados do Grupo Tracker de 2020 mostram que o segmento Máquinas apresentou alta de 166,7% nas ocorrências nos meses de maio, junho, julho e agosto. Trabalhamos com a hipótese de os ladrões estarem migrando para esse segmento em busca de novas oportunidades, uma vez que o mercado de agronegócio aqueceu demais nos últimos anos.

Com ou sem pandemia, a missão é estarmos sempre um passo à frente dos bandidos.

*Alvaro Velasco é CEO do Grupo Tracker

Compartilhe:
Levantamento da CNT revela que cada R$ 1 investido em rodovias pode gerar até R$ 4,77 ao PIB do transporte
Levantamento da CNT revela que cada R$ 1 investido em rodovias pode gerar até R$ 4,77 ao PIB do transporte
Hyundai Motor anuncia a implantação da primeira frota de caminhões extrapesados movidos a célula de combustível na América do Sul
Hyundai Motor anuncia a implantação da primeira frota de caminhões extrapesados movidos a célula de combustível na América do Sul
Dados da Veloe/Fipe revelam: preço do diesel sobe para R$ 7,17 com impacto do conflito EUA-Israel-Irã
Dados da Veloe/Fipe revelam: preço do diesel sobe para R$ 7,17 com impacto do conflito EUA-Israel-Irã
Frete rodoviário defasado e reforma tributária pressionam custos do transporte, destaca conferência do SETCESP
Frete rodoviário defasado e reforma tributária pressionam custos do transporte, destaca conferência do SETCESP
Guerra no Oriente Médio força mudança nas rotas de transporte de medicamentos para pesquisas clínicas, aponta Fic Company
Guerra no Oriente Médio força mudança nas rotas de transporte de medicamentos para pesquisas clínicas, aponta Fic Company
Campanha sobre Síndrome do X Frágil ganha as estradas com apoio do transporte rodoviário
Campanha sobre Síndrome do X Frágil ganha as estradas com apoio do transporte rodoviário

As mais lidas

01

Guerra no Oriente Médio força mudança nas rotas de transporte de medicamentos para pesquisas clínicas, aponta Fic Company
Guerra no Oriente Médio força mudança nas rotas de transporte de medicamentos para pesquisas clínicas, aponta Fic Company

02

Dados da Veloe/Fipe revelam: preço do diesel sobe para R$ 7,17 com impacto do conflito EUA-Israel-Irã
Dados da Veloe/Fipe revelam: preço do diesel sobe para R$ 7,17 com impacto do conflito EUA-Israel-Irã

03

Levantamento da CNT revela que cada R$ 1 investido em rodovias pode gerar até R$ 4,77 ao PIB do transporte
Levantamento da CNT revela que cada R$ 1 investido em rodovias pode gerar até R$ 4,77 ao PIB do transporte