Não existe logística competitiva sem TI

15/09/2014

Desde seu surgimento, a informática exerce um papel fundamental na manipulação dos dados e na geração da informação. Inicialmente, sua aplicação era exclusivamente científica e militar, mas, com a constante evolução, passou a apoiar as mais diversas áreas de negócio e a se tornar uma área estratégica para as empresas.

Dentro das organizações, a informática passou do antigo CPD (Central de Processamento de Dados), que somente processava dados para o Departamento de Informática, para uma área responsável por automatizar processos e desenvolvimento de softwares específicos. Com a crescente evolução da tecnologia, as áreas de comunicação e telefonia das empresas foram acopladas, criando-se, assim, o termo TI (Tecnologia da Informação).

Nos últimos anos, com a convergência de voz e dados em algumas empresas, a TI é chamada de TIC (a letra "C" refere-se à área de Comunicação) e a tendência é incorporar aplicativos inteligentes, como Smartphones, Google Glass, Android One etc., e integrá-los aos negócios. O fenômeno poderia ser chamado de Smart Application (Aplicações Inteligentes) e a partir disso surgir as TICs, por que não?

Na prática, a área de TI vem se transformando. Antes, seu papel principal era prestar suporte e garantir o funcionamento de sistemas, mas atualmente tornou-se uma área altamente estratégica e sua missão é apoiar o crescimento dos negócios, gerando diferencial competitivo e suportando a Governança Corporativa das organizações. Mas se a tecnologia avança a passos largos, qual o impacto do avanço de TI nos negócios, sobretudo na logística?

Seria impossível implementar as boas práticas aplicadas à cadeia de suprimentos sem o uso de ferramentas de TI, como, por exemplo, sistemas de WMS (Warehouse Management System), TMS (Transportation Management System), coletores de dados, códigos de barra, etiquetas RFID (Radio-Frequency IDentification), entre outras tecnologias disponíveis ao mercado.

Igualmente impossível seria a expansão de empresas com logística ineficiente, prazos não atendidos, alto custo e baixa competitividade. Não investir em tecnologia num mundo cada vez mais globalizado e competitivo é cavar o buraco mais fundo possível e enterrar sua empresa e a reputação de seu negócio.

O maior desafio das empresas é como investir. Hardware? Software? Pessoas? Sim, sim e sim. A área de informática é composta por esse tripé, que deve obrigatoriamente ser harmonioso. Computadores não geram diferencial competitivo por si só, pois são necessários softwares. Os softwares não trabalham sozinhos, pois são necessárias pessoas. Pessoas pouco qualificadas não operam o software corretamente. É um círculo vicioso. Se sua logística deseja ser bem sucedida, esqueça o trabalho amador. Invista na sua equipe de TI, ou TIC, ou TICs, independente da sua nomenclatura.

Rodrigo Recchia
Gestor de desenvolvimento do produto WMS da Store Automação, companhia de Tecnologia da Informação especializada no setor logístico

 

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