A economia circular na logística vem contribuindo para reduzir custos operacionais e minimizar impactos ambientais na Cerâmica Portobello. A empresa informou que suas iniciativas voltadas ao reaproveitamento de materiais, à inovação em embalagens e à otimização das operações logísticas já proporcionam uma economia anual de aproximadamente R$ 712 mil, além de evitar a geração de 848 toneladas de resíduos por ano.
As ações fazem parte da estratégia ESG do Portobello Grupo, empresa brasileira do setor de revestimentos cerâmicos, que atua no mercado nacional e internacional por meio de diferentes unidades de negócios voltadas ao varejo, exportação e grandes obras. Segundo a companhia, os projetos unem eficiência operacional, redução do consumo de recursos naturais e melhoria contínua dos processos logísticos.
“Nossa estratégia ESG está diretamente conectada à eficiência operacional. Projetos como esses mostram que inovação, economia circular e logística caminham juntas para construir uma operação mais competitiva, resiliente e preparada para os desafios do futuro. É dessa forma que transformamos a sustentabilidade em resultado e em vantagem para o negócio”, afirma Luciano Abrantes, CEO da Cerâmica Portobello.

Eficiência operacional
Entre as iniciativas implementadas está o programa de reaproveitamento de paletes utilizados no transporte de mercadorias. Iniciado em janeiro de 2026, o projeto permitiu recuperar 15.044 paletes apenas nos primeiros seis meses de operação, média de aproximadamente 2.500 unidades por mês, evitando a aquisição de novos equipamentos.
Após retornarem das operações logísticas, os paletes passam por processos de triagem e manutenção antes de serem reinseridos na operação. De acordo com a empresa, essa prática prolonga a vida útil da madeira, reduz custos e diminui a necessidade de aquisição de novos materiais.
Outra medida adotada envolve a reutilização das fitas PET utilizadas para amarração das cargas na unidade de Tijucas (SC). Atualmente, cerca de 158,4 mil metros desse material são reaproveitados anualmente, evitando o descarte de aproximadamente 2,6 toneladas de plástico. A iniciativa também reduz a necessidade de utilização de matéria-prima virgem ao transformar um insumo normalmente descartado após um único uso em um recurso reaproveitado dentro da própria operação.
A empresa também substituiu integralmente o isopor utilizado em determinadas embalagens por polpa moldada, eliminando o consumo anual de 21.350 folhas de isopor, o equivalente a 10.675 m² de material plástico. Segundo a Cerâmica Portobello, a mudança preserva a proteção dos produtos durante o transporte e amplia o potencial de reaproveitamento e reciclagem das embalagens.
Para o transporte de produtos de grandes formatos, como as Lastras, passaram a ser utilizadas cantoneiras fabricadas com materiais plásticos recicláveis e de maior durabilidade, substituindo componentes produzidos em poliestireno expandido.
“Quando analisamos a logística, buscamos continuamente oportunidades para reduzir desperdícios, aumentar a eficiência e aproveitar melhor os recursos disponíveis. Os resultados mostram que ajustes em processos e materiais podem gerar ganhos relevantes para o negócio e para o meio ambiente, reforçando que eficiência operacional e sustentabilidade caminham juntas”, afirma Igor Gonçalves, gerente de Logística do Portobello Grupo.
As iniciativas também envolvem fornecedores e parceiros logísticos. Segundo a empresa, o uso de paletes reutilizáveis em operações compartilhadas reduz o consumo de madeira ao longo da cadeia de suprimentos e amplia os benefícios das práticas de economia circular para diferentes participantes das operações.
O Portobello Grupo informou ainda que mantém lideranças dedicadas às frentes ESG em todas as unidades, além de um Comitê de Sustentabilidade responsável pelo acompanhamento de indicadores relacionados à recuperação de materiais, redução de resíduos, emissões evitadas e eficiência no uso de recursos naturais.
De acordo com a empresa, a ampliação dessas iniciativas ganhou impulso a partir de 2023 e deverá continuar nos próximos anos, com projetos voltados à expansão do uso de embalagens biodegradáveis ou recicláveis, além da otimização de rotas e modais de transporte para aumentar a eficiência logística e reduzir impactos ambientais.









