A Copa do Mundo deve impulsionar as compras online no Brasil e ampliar os desafios da logística do e-commerce, especialmente para pequenas e médias empresas. Segundo estimativa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mais de 99 milhões de brasileiros pretendem realizar compras relacionadas ao torneio, movimento que tende a elevar a demanda por entregas rápidas e pressionar as operações logísticas em todo o país.
De acordo com Renato Junoy, diretor da Melhor Envio, logtech especializada em intermediação de fretes para vendedores online, os lojistas precisam se preparar para um período marcado por compras de última hora, aumento do fluxo de pedidos e consumidores mais atentos aos prazos de entrega.

Planejamento será decisivo para a logística do e-commerce
“Os dias que antecedem o início do torneio, especialmente as partidas do Brasil, devem aumentar compras de última hora. Quem vende online precisa revisar operação, estoques e prazos para evitar atrasos e garantir uma boa experiência ao consumidor”, explica o executivo.
Segundo ele, o frete continua sendo um dos fatores mais importantes na jornada de compra. “O frete, seja no preço ou no cumprimento do prazo de entrega, é um elemento fundamental na experiência do consumidor e na conclusão da compra. Quando falha, onera toda a percepção de experiência de compra do consumidor, que, muitas vezes, não volta retorna à loja”.
O cenário é reforçado pelos dados da pesquisa CX Trends 2026, realizada pela Octadesk em parceria com a Opinion Box. O levantamento mostra que 65% dos brasileiros apontam o frete como principal motivo para desistir de uma compra online, seja pelo custo ou pelo prazo de entrega.
A Melhor Envio informa que, somente no ano passado, pequenas e médias empresas enviaram 30 milhões de pacotes por meio de sua plataforma. O volume representa crescimento de 50% entre 2021 e 2025, impulsionado pela expansão do comércio eletrônico e pela integração com empresas do ecossistema LWSA, como Bling, Tray, Octadesk e Vindi.
Para enfrentar o aumento da demanda durante a Copa do Mundo, o executivo recomenda algumas medidas operacionais. Entre elas está a comunicação clara dos prazos de entrega. Segundo Junoy, evitar promessas excessivamente apertadas ajuda a reduzir atrasos, reclamações e abandono de carrinho.
Outra recomendação é reforçar os estoques de produtos que costumam registrar aumento de procura durante o período, como itens para torcida, eletrônicos, bebidas, presentes e produtos voltados a confraternizações.
Além disso, a diversificação das opções de frete e transportadoras pode contribuir para reduzir impactos causados por eventuais sobrecargas em determinadas regiões. A antecipação de atividades de separação, embalagem e despacho também aparece entre as medidas indicadas para minimizar gargalos internos.
O monitoramento dos horários de pico nas vendas é outro ponto destacado. De acordo com a empresa, o fluxo de pedidos costuma crescer antes das partidas, durante os intervalos e logo após os jogos, exigindo maior capacidade de resposta das operações.
Por fim, a comunicação com o consumidor ganha relevância em períodos de maior movimentação logística. Atualizações automáticas de rastreamento e notificações sobre o andamento dos pedidos ajudam a reduzir a ansiedade dos clientes e contribuem para uma experiência de compra mais transparente.
“Atuações automáticas de rastreamento, notificações de envio e comunicação ativa ajudam a reduzir a ansiedade e melhoram a experiência de compra. Em períodos de maior movimentação logística, manter o cliente informado sobre cada etapa do pedido se torna ainda mais importante para preservar confiança e reduzir contatos no atendimento”, finaliza Junoy.










