A presença do código de barras nas operações industriais, logísticas e comerciais ganhou um papel mais estratégico na integração da cadeia produtiva. É o que aponta a pesquisa “Tendências da Indústria”, realizada pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, que mostra como os padrões de identificação passaram a apoiar processos ligados à comercialização, rastreabilidade e integração de dados entre indústria, varejo, logística e consumidor.
Segundo o levantamento, realizado entre novembro e dezembro de 2025 com 195 empresas das cinco regiões do país, 89% das indústrias afirmam que parceiros comerciais exigem o uso da identificação padronizada para efetivar pedidos e comercializar produtos. O dado evidencia a consolidação do código de barras como elemento operacional relevante em diferentes etapas da cadeia de abastecimento.

Além disso, o estudo aponta que 76% das indústrias utilizam identificação padronizada em toda a linha de produtos comercializados. O impacto também aparece no faturamento das companhias participantes, já que 70% da receita das empresas consultadas está vinculada a itens identificados com o padrão GS1.
Atualmente, o modelo mais utilizado no mundo é o código de barras linear ou bidimensional GS1, utilizado em cerca de 150 países e “bipado” aproximadamente 10 milhões de vezes. A padronização ganhou importância à medida que operações de varejo físico, e-commerce, centros de distribuição e sistemas de gestão passaram a atuar de forma integrada.
Código de barras e rastreabilidade na logística
O avanço da rastreabilidade aparece como uma das principais tendências identificadas pela pesquisa. Em segmentos como alimentos, medicamentos, logística e bens de consumo, acompanhar a origem, movimentação e distribuição dos produtos tornou-se parte da gestão operacional e da segurança da cadeia.
De acordo com o levantamento, 92% dos entrevistados associam o uso do código de barras à emissão de notas fiscais e à integração com sistemas ERP. O padrão também permite registrar dados relacionados à fabricação, armazenagem, transporte e distribuição ao longo de toda a operação logística.
Outro dado destacado pela pesquisa mostra que 68% das empresas já implantaram processos de rastreabilidade de forma total ou parcial. O movimento acompanha a necessidade crescente de controle operacional, visibilidade de estoque e integração entre diferentes agentes da cadeia de suprimentos.
A presença do padrão também se estende aos diferentes canais de venda. Para 92% das empresas consultadas, o código de barras é considerado importante para operações em lojas físicas. No comércio eletrônico, o índice chega a 89%, refletindo a ampliação da digitalização no varejo e na logística.
A Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil atua no país desde 1983 e reúne cerca de 61 mil empresas associadas, representando 38% do PIB e 14% dos empregos formais. A entidade trabalha com iniciativas voltadas à automação, padronização de processos e integração da cadeia de abastecimento em mais de 40 setores da economia.








