Armazenagem inteligente ganha protagonismo em 2026 e transforma a cadeia de suprimentos, avalia o CEO da Asia Shipping

À medida que 2026 avança, a armazenagem inteligente deixa de ser apenas uma atividade operacional e passa a ocupar posição estratégica na cadeia de suprimentos global. Tecnologias como WMS, RFID, automação, robótica colaborativa e soluções sustentáveis estão redefinindo a forma como importadores, exportadores e Operadores Logísticos gerenciam estoques, reduzem riscos e aumentam a eficiência operacional, especialmente no comércio exterior.

Segundo Alexandre Pimenta, CEO da Asia Shipping, multinacional brasileira e considerada a maior integradora logística da América Latina, o movimento indica uma transição clara para operações mais inteligentes, flexíveis e resilientes. “A armazenagem deixa de ser apoio ao transporte e se torna central na logística. Controle, previsibilidade e adaptação nos armazéns são essenciais para a competitividade global”, afirma. Nesse contexto, os armazéns passam a atuar como hubs de inteligência, conectando dados, processos e decisões estratégicas.

Gestão inteligente de estoques na cadeia de suprimentos

A digitalização da armazenagem é um dos principais vetores dessa transformação. Sistemas avançados de WMS, integrados a tecnologias como RFID e análise de dados em tempo real, oferecem visibilidade completa sobre inventários e fluxos de movimentação. Dessa forma, perdas, gargalos e falhas operacionais tendem a ser reduzidos. “Quando os dados estão integrados, as decisões deixam de ser reativas e passam a ser estratégicas, impactando custos, níveis de serviço e confiabilidade da cadeia logística”, acrescenta Pimenta.

Além disso, modelos que priorizam a redução dos tempos de armazenagem ganham espaço. Estratégias como o Cross Docking, que minimizam a estocagem prolongada, aceleram os fluxos logísticos e reduzem custos operacionais. “Reduzir o tempo de permanência da carga libera capital, aumenta a eficiência e torna a cadeia mais fluida, algo essencial no comércio exterior”, explica Pimenta.

Outro avanço relevante está na customização da armazenagem, especialmente para produtos sensíveis. Com o crescimento do comércio internacional de mercadorias que exigem condições específicas, o controle climático e a rastreabilidade tornam-se indispensáveis. “Não existe mais um modelo único de armazenagem. Cada produto exige conservação, controle e rastreabilidade. Adaptar infraestrutura e processos é indispensável no cenário internacional e de transição climática”, avalia.

Paralelamente, a automação e a robótica colaborativa, como os Robôs Móveis Autônomos (AMRs), contribuem para elevar a produtividade, reduzir erros e aumentar a segurança das operações. Essas tecnologias permitem que as equipes humanas se concentrem em atividades analíticas e estratégicas. “A automação melhora precisão, previsibilidade e segurança, enquanto o papel das pessoas se torna mais analítico e estratégico”, observa o CEO da Asia Shipping.

A sustentabilidade, por sua vez, consolida-se como prioridade na estratégia de armazenagem. Armazéns mais eficientes do ponto de vista energético, uso de equipamentos elétricos, iluminação inteligente e aplicações de modelos preditivos, como digital twins, ajudam a reduzir emissões e a apoiar decisões mais conscientes em ambientes cada vez mais voláteis. “De forma acelerada, a sustentabilidade passa a integrar efetivamente a estratégia operacional. Armazéns mais eficientes e resilientes – ao diminuírem a dependência de recursos naturais escassos, são mais preparados para enfrentar cenários de adversidade climática”, conclui Pimenta.

Nesse cenário, a armazenagem inteligente deixa de ser apenas espaço físico e se consolida como elemento-chave para competitividade, segurança e inteligência operacional na cadeia de suprimentos global.

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