Com o fim das férias coletivas e a retomada gradual das atividades produtivas em janeiro, a retomada logística se consolida como um dos períodos mais sensíveis do ano para empresas de diferentes setores. O aumento repentino do fluxo de mercadorias, somado à reativação de operações que operaram em ritmo reduzido nas semanas anteriores, exige preparo técnico e planejamento para evitar atrasos, falhas operacionais e custos inesperados logo no início do calendário.
Segundo Humberto Mello, diretor da Tria Empilhadeiras, fabricante de equipamentos para manuseio e transporte de cargas e baterias de lítio, a manutenção preventiva de empilhadeiras e equipamentos de movimentação de carga está entre as principais medidas para garantir uma retomada eficiente. Após períodos de menor uso, é comum que componentes mecânicos, sistemas hidráulicos e baterias apresentem desgastes ou falhas silenciosas, que tendem a se manifestar apenas quando a operação já está em pleno funcionamento. Antecipar inspeções e ajustes, portanto, reduz o risco de paradas não programadas e impactos diretos na produtividade.

“A manutenção preventiva antes do retorno das atividades é uma forma de proteger a operação como um todo. Um equipamento parado no início de janeiro pode gerar um efeito cascata, comprometendo prazos, contratos e a confiança de clientes”, afirma o diretor. De acordo com ele, esse cuidado se torna ainda mais relevante em setores que lidam com alta rotatividade de produtos ou com demandas sazonais mais intensas.
Além das empilhadeiras, a revisão geral de equipamentos auxiliares também deve integrar o checklist da retomada logística. Paleteiras, sistemas de elevação e dispositivos de segurança precisam ser avaliados para assegurar que estejam em conformidade com normas técnicas e operacionais. Dessa forma, as empresas contribuem não apenas para a eficiência do fluxo interno, mas também para a segurança dos operadores no retorno ao ritmo normal de trabalho.
Planejamento de frota na retomada logística
Paralelamente, o planejamento de frota surge como outro ponto estratégico nesse período, conforme destaca Humberto Mello. Avaliar a real necessidade de equipamentos diante do volume de operações previsto para janeiro e para os meses seguintes permite ajustes mais precisos. Com isso, evita-se tanto a ociosidade de ativos quanto a sobrecarga de máquinas, dois fatores que elevam custos e aumentam a probabilidade de falhas operacionais em momentos críticos.
“Janeiro é o mês ideal para revisar contratos, reavaliar a composição da frota e alinhar expectativas com as áreas de produção e distribuição. Esse planejamento integrado permite uma operação mais fluida e preparada para oscilações de demanda ao longo do ano”, destaca o porta-voz.
Nesse contexto, investir em manutenção preventiva, revisão de equipamentos e planejamento de frota transforma o retorno das atividades em uma oportunidade de ganho operacional. Ao mesmo tempo, essas medidas ajudam a evitar gargalos e a construir uma base mais sólida para enfrentar os desafios logísticos que costumam marcar o início de um novo ano.









