O roubo de carga voltou a crescer no Brasil, reacendendo o alerta entre transportadoras, empresas de logística e autoridades de segurança pública. Além do impacto direto sobre motoristas e abastecimento, a prática criminosa gera perdas milionárias e compromete a competitividade do setor produtivo.
De acordo com a nstech, empresa de software para supply chain, o estado de São Paulo lidera as ocorrências, concentrando 56,8% dos prejuízos. Na sequência aparece o Rio de Janeiro, que registrou crescimento expressivo: dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que os casos de roubo de carga no estado aumentaram 99% em fevereiro de 2025, comparado ao mesmo mês de 2024, passando de 160 para 319 ocorrências. Juntos, São Paulo e Rio se consolidam como os principais focos do problema no país.

Para João Paulo, CEO da Mundo Seguro, especialista em seguros de carga, “a estatística mostra que o problema deixou de ser pontual e se tornou estrutural, exigindo respostas rápidas do setor e do poder público”.
Estradas críticas ampliam risco de ataques
As rodovias brasileiras também apresentam pontos críticos. A BR-101, que corta o país do Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul, respondeu por 14,7% dos prejuízos, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024. A BR-226, principalmente nos trechos do Tocantins e Maranhão, concentrou 8% das perdas. Além disso, sextas-feiras se confirmam como o dia mais crítico, representando 23,2% dos roubos no primeiro semestre de 2025.
Prevenção estratégica e tecnologia
Segundo João, “a adoção de medidas como o mapeamento de rotas críticas, uso de tecnologias de rastreamento em tempo real e contratação de seguros personalizados não é mais uma opção, mas uma exigência estratégica para preservar patrimônios e a continuidade das operações”.
O uso de sistemas de telemetria avançada permite monitoramento contínuo da carga e do veículo, reduzindo riscos operacionais e prevenindo perdas. “Roubos, acidentes e sinistros podem gerar prejuízos milionários. O seguro de carga garante ressarcimento, protegendo transportadoras, fornecedores e clientes. Em um cenário de tanta vulnerabilidade, quem não se protege fica para trás”, reforça o executivo da Mundo Seguro.









